PC abre inquérito para investigar suposta sabotagem em adutoras da Copasa
Investigação foi aberta após companhia procurar o MPMG e apontar a possibilidade de que os episódios de rompimentos foram provocados deliberadamente
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito para apurar a suspeita de sabotagem em uma sequência de rompimentos de adutoras registrados em Belo Horizonte e na Região Metropolitana entre agosto e setembro deste ano. A investigação começou após a Copasa procurar o Ministério Público (MPMG) e apontar a suspeita de que os episódios tenham sido provocados deliberadamente.
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A informação foi confirmada pela Polícia Civil ao Estado de Minas nesta quinta-feira (17/9). A corporação informou que outras informações sobre o caso serão divulgadas à medida que os trabalhos investigativos avançarem. A possibilidade foi apresentada pela presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, durante reunião na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), na capital mineira.
Conforme levantamentos preliminares conduzidos pela própria Copasa, quatro rompimentos consecutivos de adutoras de grande porte registrados entre os meses de agosto e setembro de 2026, além do vandalismo no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, podem ter sido causados de forma deliberada.
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Durante o encontro, que contou com a presença do coordenador do Gaeco, promotor Giovani Avelar Oliveira, e do promotor Thiago Augusto Vale Lauria, da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic/CAO-SEP), a Copasa se comprometeu a repassar todo o acervo probatório colhido até o momento para direcionar as apurações do MPMG. A partir da análise do material, o Ministério Público poderá abrir investigação para apurar criminalmente os episódios registrados.
O que diz o governo de Minas?
Por meio de nota enviada ao EM, o governo de Minas informou que acompanha com atenção os desdobramentos das informações apresentadas pela Copasa aos órgãos competentes sobre os recentes rompimentos de adutoras em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
"No âmbito de suas atribuições, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais (Arsae-MG) acompanha as ocorrências desde o primeiro momento, inclusive com vistorias nos locais afetados e acompanhamento da normalização do abastecimento de água", diz o texto.
O governo afirma ainda que a hipótese de eventual ação criminosa deverá ser apurada pelos órgãos competentes. "Em relação aos danos registrados no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, a Polícia Civil de Minas Gerais instaurou investigação para apurar eventual autoria e responsabilização. Novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações e dentro dos limites legais."
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Histórico dos episódios sob investigação
As ocorrências sob suspeita começaram no mês passado e afetaram diferentes regiões da capital e da Região Metropolitana:
- 19 de agosto: Uma adutora da Copasa se rompeu na Rua Xapuri, Bairro Nova Granada, Região Oeste de BH. A água invadiu imóveis e alagou diversas vias públicas. Moradores de 43 bairros foram afetados pelo corte no abastecimento. Os trabalhos de interligação do primeiro trecho da nova adutora só foram concluídos no sábado(5), quase 20 dias depois.
- 1º de setembro: Uma tubulação dentro da Estação de Tratamento de Água da própria Copasa, no Barreiro, se rompeu durante a madrugada. Parte de um muro foi derrubada pelas águas.
- 6 de setembro: Uma rede de distribuição estourou na Rua Afonso Pena Júnior, próximo à Praça Guimarães Rosa, no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital. Um imóvel onde funciona um salão de beleza foi invadido pela água.
- 7 de setembro: Na madrugada do feriado da Independência, uma nova adutora se rompeu na Rua Caetano Pirri, no Bairro Milionários, no Barreiro, comprometendo o abastecimento de 65 bairros da região e da Região Oeste.
- 8 de setembro: Um vazamento de grandes proporções em uma tubulação da Copasa assustou motoristas na BR-040, altura da Ceasa, em Contagem, na região metropolitana. Segundo a empresa, cerca de 2.600 clientes de 13 bairros foram afetados.
- 8 de setembro: Uma vistoria técnica constatou que o sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, perto do Aeroporto da Pampulha, teve o funcionamento comprometido por furto de cabos e danos em peças essenciais.