Copasa aponta suspeita de sabotagem após sequência de rompimentos em BH
Ministério Público avalia abrir apuração criminal sobre quatro episódios de vazamentos no sistema da capital
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pode instaurar procedimentos para avaliar a abertura de uma investigação criminal sobre uma possível onda de sabotagens contra o sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A suspeita foi apresentada oficialmente pela presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Marília Carvalho de Melo, durante reunião na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), na capital mineira.
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Conforme levantamentos preliminares conduzidos pela própria Copasa, quatro rompimentos consecutivos de adutoras de grande porte registrados entre os meses de agosto e setembro de 2026, além do vandalismo no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, podem ter sido causados de forma deliberada.
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Durante o encontro, que contou com a presença do coordenador do Gaeco, promotor Giovani Avelar Oliveira, e do promotor Thiago Augusto Vale Lauria, da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic/CAO-SEP), a Copasa se comprometeu a repassar todo o acervo probatório colhido até o momento para direcionar as apurações do MPMG. A partir da análise do material, o Ministério Público poderá abrir investigação para apurar criminalmente os episódios registrados.
Histórico dos episódios sob investigação
As ocorrências sob suspeita começaram no mês passado e afetaram diferentes regiões da capital e da Região Metropolitana:
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19 de agosto: O primeiro rompimento ocorreu durante a madrugada na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada (Região Oeste de BH). A água invadiu imóveis e alagou diversas vias públicas.
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5 de setembro: A segunda ocorrência afetou a Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova (Região Nordeste de BH).
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7 de setembro: Durante o feriado, uma nova adutora se rompeu no bairro Milionários (Região do Barreiro).
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Setembro (Contagem): O quarto caso foi registrado às margens da BR-040, na altura do bairro Kennedy, em Contagem.
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8 de setembro (Pampulha): Uma vistoria técnica constatou que o sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, perto do Aeroporto da Pampulha, teve o funcionamento comprometido pelo furto de cabos e danos em peças essenciais.