Motoristas de Belo Horizonte e da Região Metropolitana já sentiram no bolso o aumento no preço da gasolina em setembro. Uma pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro entre os dias 1º e 3 de setembro em 199 postos revelou que o preço médio do litro do combustível subiu de R$ 6,03, em agosto, para R$ 6,32, representando uma alta de R$ 0,29 ou 4,87%.
Este é o terceiro aumento registrado após uma sequência de altas que começou no início de 2026. A variação reflete a dinâmica da cadeia de preços do setor, onde custos são repassados desde a produção até o consumidor final na bomba.
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Por que a gasolina ficou mais cara em setembro?
O aumento no preço da gasolina na Grande BH é resultado de uma combinação de fatores de mercado que influenciam a cadeia de suprimentos. Embora não haja um anúncio oficial de reajuste por parte das refinarias para este período, a alta pode ser influenciada por elementos como a cotação internacional do petróleo, a taxa de câmbio e as políticas de preços adotadas por produtoras e distribuidoras.
Como funciona a formação de preços dos combustíveis?
O preço que o consumidor paga na bomba é formado por diferentes etapas. Entender esse processo ajuda a esclarecer por que os valores mudam com frequência. A formação do preço final segue, basicamente, quatro passos principais:
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Preço na refinaria: É o valor inicial do combustível, definido pela produtora com base em custos de produção e no mercado internacional.
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Impostos federais e estaduais: Sobre o preço de refinaria incidem tributos como Cide, PIS/Cofins e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que tem um peso significativo no valor final.
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Custo de distribuição e margem de lucro: As distribuidoras adicionam seus custos operacionais, de transporte e sua margem de lucro ao vender para os postos.
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Preço no posto: Por último, o posto revendedor acrescenta seus próprios custos, como aluguel, funcionários e margem de lucro, definindo o preço que será exibido na bomba.
Qual o impacto do reajuste no bolso do consumidor?
A recente alta da gasolina tem um impacto direto no orçamento familiar e nos custos de transporte de empresas. Mesmo uma alteração de poucos centavos por litro representa uma despesa considerável ao final do mês, principalmente para quem utiliza o veículo diariamente para trabalhar ou para motoristas de aplicativos.
A pesquisa também destacou a grande variação de preços entre os estabelecimentos. O valor do litro da gasolina comum variou de R$ 5,89 a R$ 6,89, uma diferença de 16,98%. Isso reforça que os postos têm liberdade para definir seus preços, influenciados pela concorrência local e estratégia comercial, tornando a pesquisa de preços essencial para o consumidor.
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Como pesquisar os melhores preços?
Para economizar, os motoristas podem utilizar os dados de pesquisas de preços, como as realizadas pelo site Mercado Mineiro, que forneceram os dados para esta reportagem. Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) monitora semanalmente os valores praticados em diversas cidades do país, oferecendo um panorama que ajuda a identificar onde o combustível está mais em conta.
