Uma casa no Bairro Bandeirantes, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, foi invadida e criminosos levaram joias e outros objetos furtados. O crime ocorreu nessa segunda-feira (7/9), enquanto a proprietária, uma mulher de 90 anos, estava viajando. Um dos envolvidos foi preso durante as diligências da Polícia Militar. As joias não foram recuperadas.

A idosa havia deixado a casa no dia 2 de setembro para viajar e o imóvel permaneceu desocupado desde então. Depois que vizinhos perceberam a presença de pessoas estranhas rondando a residência, o sobrinho da proprietária foi até o endereço e encontrou sinais de arrombamento no portão.

Ao entrar na casa, ele também encontrou a porta dos fundos, que dava acesso à cozinha, danificada. Os quartos da proprietária e de hóspedes estavam revirados.

Em contato com a vítima, os militares foram informados de que uma pequena mala havia sido retirada do guarda-roupa do quarto. Dentro dela estavam diversas joias, além de outros objetos, como relógios.

A perícia foi acionada e realizou os trabalhos no imóvel.

Após o atendimento inicial, equipes táticas e do serviço de inteligência deram continuidade às buscas pelos responsáveis. Os levantamentos indicaram a participação de dois homens no furto.

Segundo as informações obtidas pela polícia, um veículo elétrico preto teria sido utilizado na ação. Um dos envolvidos teria permanecido do lado de fora da residência para avisar o outro caso houvesse aproximação de policiais.

Durante a fuga, porém, o veículo utilizado pelos suspeitos apresentou defeito. Eles acionaram um carro por aplicativo e continuaram a fuga.

As diligências também apontaram que outro veículo, de cor cinza, teria feito contato com um dos envolvidos após o furto. A partir das informações obtidas pelos militares, um dos suspeitos foi localizado no Bairro Maria Helena, em Belo Horizonte.

Durante a abordagem, ele admitiu participação no crime e afirmou que sua função era conduzir o veículo utilizado na ação. Segundo o relato apresentado à polícia, ele receberia R$ 2 mil pela participação.

O suspeito contou ainda que havia sido procurado pelo outro envolvido dois dias antes do crime para combinar a ação. Os dois teriam se encontrado no Bairro Cachoeirinha e seguido para a região da Pampulha, onde escolheram o Bandeirantes como alvo.

Ainda conforme o relato, os envolvidos permaneceram por aproximadamente duas horas circulando pelo bairro até escolherem a residência.

Pix de R$ 2 mil e negociação de ouro

Durante a investigação, os militares identificaram uma transferência de R$ 2 mil relacionada ao caso. Um dos envolvidos apresentou aos policiais conversas mantidas pelo WhatsApp.

A partir dessas informações, a equipe chegou a outros dois homens. Um deles confirmou ter feito a transferência e afirmou que o valor havia sido emprestado a pedido de um conhecido.

Esse conhecido, segundo o registro policial, teria contato com um dos suspeitos e negociaria peças de ouro. Ele contou aos militares que havia combinado a compra de um anel e brincos pelo valor de R$ 2 mil.

Como não tinha o dinheiro, teria pedido o valor emprestado e solicitado que o Pix fosse enviado diretamente para um dos envolvidos no furto.

Os militares foram até uma banca de revistas onde as peças de ouro teriam sido levadas para negociação. Os objetos foram localizados e apresentados ao sobrinho da vítima. No entanto, ele não reconheceu as peças como pertencentes à família. Por isso, os objetos não foram vinculados ao furto.

O homem envolvido na negociação foi qualificado como suspeito, mas, conforme o registro policial, não foram encontrados elementos suficientes para confirmar a participação dele no crime. Um dos suspeitos não foi localizado.

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A Polícia Militar informou no registro que as joias furtadas da residência não foram recuperadas e que as investigações devem prosseguir para tentar localizar os objetos e esclarecer a participação dos demais envolvidos.

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