No início de setembro de 2026, Belo Horizonte e outras cidades da Região Sudeste sentiram uma queda brusca de temperatura entre o domingo (6) e a segunda-feira (7). Na capital mineira, a máxima despencou 8,6°C, um alívio após dias de calor intenso. A mudança é resultado do avanço de uma massa de ar polar que quebrou o bloqueio atmosférico e trouxe umidade para o centro-sul do país.
O ar mais frio e úmido substituiu a massa de ar quente e seca que predominava na região, provocando instabilidade, aumento de nuvens e episódios de chuva. Essa virada no tempo foi sentida em grande parte de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, alterando o padrão climático que marcou as últimas semanas.
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Por que o tempo virou de repente?
A mudança no clima é consequência direta do deslocamento de uma frente fria, seguida por uma massa de ar de origem polar. Esse fenômeno quebra o bloqueio atmosférico que mantinha o tempo quente e seco sobre grande parte do Sudeste e Centro-Oeste, trazendo umidade e ar mais frio.
Esse sistema frontal funciona como uma "porta" que se abre para o ar frio vindo do sul do continente. Ao avançar, ele empurra o ar quente para cima, o que causa a formação de nuvens carregadas e, consequentemente, as chuvas que acompanham a virada no tempo.
Quais os efeitos da massa de ar polar?
Queda nas temperaturas: tanto as máximas quanto as mínimas ficam mais baixas, criando uma sensação de frio mais presente ao longo do dia e, principalmente, durante a noite e a madrugada.
Aumento da umidade do ar: os níveis de umidade relativa do ar sobem de forma significativa, saindo de patamares críticos e aliviando o desconforto causado pelo tempo seco.
Retorno da chuva: embora de forma irregular e, em muitos casos, com baixa intensidade, a chuva retorna após um longo período de estiagem, ajudando a limpar a atmosfera.
Melhora na qualidade do ar: a combinação de umidade e chuva ajuda a diminuir a concentração de poluentes suspensos no ar, o que é um benefício direto para a saúde respiratória.
Até quando o clima fica mais ameno?
A previsão indica que as temperaturas devem permanecer mais baixas e o tempo instável pelo menos até a quarta-feira (9). A massa de ar polar, no entanto, tende a perder força gradualmente à medida que se desloca em direção ao oceano Atlântico.
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A partir da quinta-feira (10), a tendência é que o sol volte a aparecer com mais força e os termômetros subam novamente, embora sem atingir os picos de calor registrados no início do mês. A umidade do ar também deve voltar a cair, mas a expectativa é que não retorne aos níveis críticos observados nas semanas anteriores.
