Um rompimento de estrutura da Copasa provocou um vazamento de grandes proporções na noite dessa segunda-feira (31/8), na Rua José de Figueiredo, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. A força da água foi suficiente para romper um muro. A ocorrência também levou à interdição da Rua Barão de Coromandel durante os trabalhos de reparo. A via foi liberada no início da tarde desta terça-feira (1º/9), segundo a companhia.
Imagens feitas por moradores mostram a intensidade do vazamento e o grande volume de água na região. O episódio ocorreu enquanto moradores de diferentes bairros do Barreiro já enfrentavam problemas no abastecimento desde o último domingo (30/8).
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Nesta terça, moradores formaram fila em uma bica no Bairro Pongelupe. Com galões, garrafas e outros recipientes, eles buscavam água para beber e realizar tarefas básicas em casa.
Sem o fornecimento, moradores enfrentam dificuldades para cozinhar, tomar banho, usar os banheiros e manter a rotina de limpeza das casas. A situação também afetou o funcionamento de escolas e creches da região.
Segundo a Copasa, o reparo da adutora rompida no Barreiro já foi concluído. Após a religação do sistema, o fornecimento começou a ser restabelecido de forma gradual.
Escolas suspendem atividades
A falta de abastecimento também provocou mudanças no funcionamento de unidades de ensino do Barreiro.
Na Escola Estadual Cecília Meireles, no Bairro Teixeira Dias, as aulas foram suspensas durante toda esta terça-feira porque a unidade estava sem água. A escola informou que comunicará posteriormente se haverá aula normalmente nesta quarta-feira (2/9).
Na Escola Municipal Antônio Mourão Guimarães, no Bairro Flávio de Oliveira, o programa Escola Integrada foi suspenso nesta terça-feira. A unidade também orientou os responsáveis a enviarem garrafinhas com água de casa para as crianças.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que algumas escolas estaduais da Região Metropolitana de Belo Horizonte foram afetadas pela instabilidade no fornecimento de água. Em algumas delas, as atividades foram suspensas. Outras mantiveram as aulas e estão em tratativas para reforçar o abastecimento por meio de caminhões-pipa.
As superintendências Regionais de Ensino Metropolitanas A, B e C e as direções das escolas seguem acompanhando a situação e mantendo as comunidades escolares informadas.
Segundo a SEE/MG, as unidades que eventualmente suspenderem as aulas deverão repor as atividades posteriormente, conforme o calendário escolar 2026, garantindo o cumprimento dos 200 dias letivos previstos na legislação.
Normalização do abastecimento
A Copasa informou que mais de 15 caminhões-pipa foram mobilizados para atender locais afetados pela falta d’água, com prioridade para hospitais, unidades de pronto atendimento, creches e escolas.
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A expectativa da companhia é de que o abastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte seja normalizado até quinta-feira (3/9). O fornecimento será retomado de forma gradual à medida que o sistema for sendo pressurizado.
