Saúde de Santa Luzia entra na mira de investigação sobre "rachadinha"
Sete mandados de busca e apreensão teriam sido cumpridos em Santa Luzia e Belo Horizonte; Prefeitura afirma que não foi notificada e abriu apuração interna
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Uma operação da Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quarta-feira (9), sete mandados de busca e apreensão durante uma investigação sobre um possível esquema de “rachadinha” envolvendo médicos, servidores e ex-servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Luzia. Segundo informações apuradas pelo Estado de Minas, seis ordens judiciais foram executadas no município e uma em Belo Horizonte.
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Viaturas da Polícia Civil foram vistas nos bairros Córrego das Calçadas, Belo Vale, Boa Esperança e Monte Carlo. Entre os possíveis alvos da operação estaria um ex-secretário municipal de Saúde. Até o momento, entretanto, a corporação não confirmou oficialmente os nomes dos investigados nem apresentou detalhes sobre a ação.
A suspeita é de que parte da remuneração de médicos que atuavam em plantões nas unidades municipais de saúde fosse exigida ou repassada irregularmente. Os policiais teriam realizado buscas em endereços ligados aos investigados para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Até agora, não foram informados oficialmente o período investigado, os valores supostamente movimentados ou o envolvimento atribuído individualmente a cada alvo. Também não há confirmação de prisões.
Em nota, a Prefeitura de Santa Luzia informou que, até o momento, não foi oficialmente notificada sobre a operação. Segundo o comunicado, assim que tomou conhecimento dos fatos por meio das informações divulgadas pela imprensa, a administração municipal iniciou uma apuração interna para verificar eventuais fatos, circunstâncias e responsabilidades.
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A Prefeitura acrescentou que também aguarda informações oficiais das autoridades competentes. A Polícia Civil ainda não divulgou nota com o resultado das buscas ou outros esclarecimentos sobre a investigação. Os citados têm direito à defesa e são considerados inocentes até eventual decisão judicial definitiva.