Cirurgião plástico é suspenso em BH após denúncias de 11 pacientes e morte em clínica
Alvo de ação da Defensoria Pública que reúne relatos de pacientes, médico é investigado por infrações ao Código de Ética Médica paralelamente ao processo judicial
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O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) apura a conduta do cirurgião plástico Rodrigo Ribeiro Credidio por meio de sindicâncias já em andamento, que podem evoluir para um processo ético-profissional formal. A investigação do conselho ocorre em paralelo à suspensão judicial determinada nesta terça-feira (8/9) pela Justiça em Belo Horizonte, motivada por uma ação civil pública da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) que reúne denúncias de pelo menos 11 pacientes, incluindo a morte de uma mulher após um procedimento estético na Clínica Credidio Cirurgia Plástica e Nutrologia Ltda.
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A apuração do CRM-MG corre de forma paralela ao processo na Justiça e tem como objetivo avaliar se o profissional infringiu o Código de Ética Médica. A medida pode resultar em sanções administrativas que variam de advertências à cassação do registro profissional.
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Entenda o caso do cirurgião suspenso em BH
A suspensão do registro profissional foi uma medida cautelar determinada em 2 de setembro de 2026 pela 26ª Vara Cível da capital. A decisão impede o médico de realizar atendimentos e cirurgias em Belo Horizonte enquanto as investigações prosseguem. Segundo a Justiça, já havia sindicâncias do CRM-MG em andamento contra o profissional.
A ação civil pública foi movida pela Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), que reuniu relatos e documentos de pelo menos 11 pacientes com queixas de complicações. Além de suspender o médico, a decisão judicial também determinou sua substituição do cargo de diretor técnico da clínica, visando proteger a sociedade e evitar novas intercorrências.
O que é o processo ético-profissional do CRM?
Trata-se de uma apuração administrativa interna, conduzida pelo próprio conselho de classe, para verificar se houve infração ao Código de Ética Médica. O procedimento é independente da esfera judicial e foca exclusivamente nas responsabilidades profissionais e éticas do médico envolvido no caso.
Se for confirmada a infração ética, as sanções aplicadas pelo CRM-MG podem variar em gravidade. As punições possíveis incluem:
Advertência confidencial em aviso reservado;
Censura confidencial em aviso reservado;
Censura pública em publicação oficial;
Suspensão do exercício profissional por até 30 dias;
Cassação do exercício profissional.
Como funciona a apuração do conselho?
A apuração segue um rito processual definido. O médico é notificado oficialmente sobre a abertura da sindicância e tem o direito de apresentar sua defesa por escrito. O caso é então analisado e julgado por conselheiros do CRM-MG, que decidem sobre a aplicação ou não de penalidades.
Todo o processo respeita o direito à ampla defesa e ao contraditório. Os prazos para cada etapa são rigorosamente seguidos, e a decisão final é baseada nas provas e argumentos apresentados tanto pela denúncia quanto pela defesa do profissional.
Qual a diferença entre a suspensão judicial e a do CRM?
A medida cautelar da Justiça é uma ação preventiva e temporária, que visa proteger a sociedade de potenciais riscos enquanto o processo cível está em andamento. Ela não representa um julgamento final sobre a culpa do médico, mas uma precaução.
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Já a suspensão determinada pelo CRM, caso ocorra ao final do processo ético, é uma sanção administrativa de caráter punitivo. Ela é resultado da comprovação de uma falha ética na conduta profissional, independentemente do desfecho do caso na Justiça comum.