Uma mulher de 26 anos foi morta a tiros, e o ex-namorado dela, de 29, é apontado como suspeito do crime ocorrido na tarde dessa quarta-feira (26/8), no Bairro Independência, Região do Barreiro, em Belo Horizonte. Ele foi preso. 

Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 12h30, na Rua Vereador Antônio Menezes. Ao chegarem ao local, os militares encontraram a vítima caída na sala da residência, sem respirar e com intenso sangramento.

Uma testemunha que trabalha em uma oficina ao lado contou que o homem se desentendeu com a ex-companheira e, em seguida, efetuou disparos de arma de fogo contra ela dentro da residência.

Segundo o relato, após sair do imóvel, o suspeito pediu que a testemunha chamasse socorro para a mulher. Ao tentar guardar a arma na cintura, ele efetuou um disparo acidental contra si mesmo. Quando a testemunha entrou na casa, a vítima já não apresentava sinais de vida.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte. A perícia da Polícia Civil recolheu um estojo de munição calibre 9 mm e uma faca com o cabo quebrado e a ponta suja de sangue.

Conforme a perícia, a mulher foi atingida por um disparo no tórax.

Suspeito é preso

A Polícia Militar iniciou buscas e encontrou o suspeito horas depois, ainda no Bairro Independência, na Rua Professor Edmundo Fontenelle. Ele apresentava um ferimento de arma de fogo na perna esquerda e foi encaminhado à Upa Barreiro.

Aos policiais, o homem negou ter matado a ex-companheira. Sobre o ferimento na perna, afirmou que desafetos antigos teriam tentado matá-lo sob a alegação de que ele seria um “X9”.

O pai da vítima contou que a filha e o suspeito mantiveram um relacionamento por aproximadamente nove anos e tiveram dois filhos, uma menina de 6 anos e um bebê de 5 meses. Os dois não moravam mais juntos, mas, segundo ele, o homem frequentava a casa da ex-companheira.

Ainda conforme o pai, a filha passou a fazer uso de drogas ilícitas e bebidas alcoólicas durante o relacionamento. Atualmente, a menina está sob os cuidados da avó paterna, enquanto o bebê está com o avô materno.

Histórico de violência

Segundo a Polícia Militar, já havia um boletim de ocorrência envolvendo o casal. A mulher chegou a ser acompanhada pela Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica e recebeu visitas da equipe, mas posteriormente dispensou o acompanhamento.

O pai relatou ainda que as brigas entre os dois eram constantes. Há cerca de 15 dias, segundo ele, a filha foi agredida e ficou bastante machucada, mas não procurou as autoridades. Ele afirmou também que chegou a procurar o suspeito para questioná-lo sobre as agressões contra a filha, mas foi ameaçado de morte.

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O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

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