O caso de um menino de 10 anos que teria sido obrigado a beber a própria urina dentro de uma escola municipal de Caxambu, no Sul de Minas, é investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Polícia Civil do estado (PCMG). Segundo a denúncia de maus-tratos, a ordem teria partido da diretora da unidade após desentendimento entre o aluno e uma colega.
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A situação aconteceu em 10 de agosto na Escola Municipal Padre Correia de Almeida, no Centro da cidade. Segundo as informações recebidas pela Promotoria de Justiça de Caxambu, o menino teria colocado a própria urina na garrafa de água de uma colega e oferecido o recipiente para que ela bebesse.
Uma professora de apoio que estava no local teria impedido que a criança bebesse a urina da garrafa.
Depois disso, o menino teria sido levado para a direção da escola. Segundo o relato recebido pelo órgão, a diretora teria mandado que ele bebesse a própria urina. A ordem teria sido dada duas vezes e, de acordo com a denúncia, o menino teria obedecido.
Duas outras servidoras estavam na sala no momento do episódio. A situação delas também será analisada durante a investigação.
Criança passou por atendimento
Depois que o caso chegou à rede de proteção, foram tomadas medidas para atender a criança. O menino passou por uma escuta especializada, prevista na Lei nº 13.431/2017 para casos de violência contra crianças e adolescentes.
O relatório dessa escuta foi enviado à Promotoria de Justiça, que abriu procedimento para investigar a denúncia.
O Ministério Público pediu à Secretaria Municipal de Educação informações sobre as medidas tomadas contra a diretora e as outras servidoras que teriam presenciado o caso.
Segundo a Promotoria, as profissionais foram afastadas imediatamente e um processo administrativo foi aberto.
PC também investiga
O Ministério Público também enviou o caso para a Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar uma possível prática de maus-tratos.
A Polícia Civil deve ouvir as pessoas envolvidas e testemunhas e realizar outras medidas para entender o que aconteceu. Depois da conclusão da investigação, o caso será enviado novamente à Promotoria de Justiça.
O Ministério Público informou que vai acompanhar as investigações e as medidas tomadas pela escola e pela rede de proteção.
A reportagem procurou a Polícia Civil e a Prefeitura de Caxambu para saber detalhes do caso e, até o momento, não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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*Estagiária sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro
