Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes em agosto do ano passado, anunciou nas redes sociais a contratação de um novo escritório de advocacia. Nessa sexta-feira (7/8), ele havia comunicado o desligamento do advogado anterior.

Ainda ontem, o empresário informou por meio da assessoria que administra seu perfil que o advogado Bruno Silva Rodrigues e sua equipe não atuam mais em sua representação judicial ou extrajudicial. O comunicado fala em desligamento da defesa em todos os processos criminais e cíveis.

Já neste sábado (8), a assessoria anunciou a nova defesa técnica. "A assessoria de Renê informa que, na data de hoje, foi contratado o escritório Lima e Silva, Correa e Resende Neves Advogados para atuar em sua Defesa nas esferas criminal e cível. Com sede em Belo Horizonte/MG, o escritório passa, a partir desta data, a conduzir integralmente a Defesa de Renê nos processos judiciais e demais medidas relacionadas ao caso adotando todas as providências jurídicas cabíveis para a preservação de seus direitos e garantias fundamentais", diz a nota.

Entre os profissionais que ficarão à frente de seus processos judiciais, está o advogado Bruno Correa, que também representa a diarista Paola Stéfany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos dentro do apartamento onde viviam, em Belo Horizonte.

A reportagem procurou o novo advogado, que informou, em nota: "O escritório Lima e Silva, Correa e Resende Neves Sociedade de Advogados informa que assume a partir da data de hoje o patrocínio das demandas cíveis e criminais de todas as demandas em curso envolvendo o senhor Renê. O estudo dos casos concretos se iniciou nesse dia 08 de agosto e a formalização da representação judicial ocorrerá nos próximos dias". Essa é a quarta vez que o empresário altera sua defesa.

Segundo a nova defesa, uma coletiva de imprensa será convocada para a próxima semana para que informações complementares sejam transmitidas.

Relembre o caso

Na manhã do dia 11 de agosto de 2025, houve uma confusão no trânsito no Bairro Vista Alegre, Região Oeste de Belo Horizonte. Um caminhão de coleta de lixo estava parado quando um carro BYD cinza, vindo na direção contrária, se aproximou. O motorista do carro, Renê Júnior, sacou uma arma e ameaçou a condutora do caminhão, dizendo que “iria atirar na cara” dela. Logo depois, ele atirou contra o gari Laudemir de Souza Fernandes, que estava trabalhando na coleta.

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O trabalhador foi socorrido no hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Após o ataque, o empresário fugiu e foi localizado pela polícia na tarde do mesmo dia, enquanto malhava em uma academia no Bairro Estoril, na mesma região de BH. Ele foi preso.

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