Parente da batata, planta invasora é retirada por mutirão de museu da UFMG
Planta trepadeira é considerada prejudicial por consumir e derrubar árvores de reserva ambiental
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O Museu de História Natural e Jardim Botânico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promoveu, neste sábado (8/8), um mutirão para retirada de uma planta exótica invasora da sua reserva. A remoção contou com a participação de voluntários inscritos previamente. A ação também ocorrerá no dia 29 de agosto, das 9h às 11h.
Conforme a instituição, a Caratinga é o nome popular da espécie Dioscorea sansibarensis, de origem africana. Acredita-se que ela tenha sido introduzida na mata do museu na década de 1950.
Segundo a UFMG, ela possui crescimento agressivo e rápida propagação, por isso, sua retirada é de extrema importância para a preservação da mata, que ainda abriga fragmentos de um dos biomas mais ameaçados do Brasil e do mundo, a Mata Atlântica.
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A reportagem do Estado de Minas acompanhou os voluntários durante a ação. A concentração ocorreu às 8h30, na portaria 1 do museu. Luvas e ferramentas foram disponibilizadas aos participantes.
O servidor do museu Fabrício de Oliveira contou à reportagem que assumiu a responsabilidade de acompanhar os grupos do mutirão. "Trata-se de fazer a extração dessa planta invasora que tem se apoderado da nossa reserva natural do museu. Essa planta é extremamente prejudicial para a nossa vegetação. É uma trepadeira que vai subindo nas árvores e a tendência é que, quanto maior o volume de trepadeiras nessa árvore, ela a derrube", explicou.
Mesma família da batata inglesa
O técnico contou que a planta possui dois aspectos. "Ela se encontra como uma 'batata' grande e volumosa, que fica dentro da terra e cria raízes. E também como planta trepadeira, que se enrosca nas árvores, vai criando caules que produzem batatas pequenas, como sementes que caem na terra e formam batatas maiores", esclareceu. A Caratinga veio da Ilha de Madagascar, na África, e compõe a mesma família e vegetais como a batata inglesa e inhame.
Próximo mutirão
No dia 29 de agosto, a concentração também será feita às 8h30, na portaria 1 do museu. Os voluntários devem se inscrever por meio de formulário.
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Para participar da atividade, os voluntários deverão usar calça comprida, sapatos fechados, boné e repelente de mosquitos. Caso chova, a atividade será cancelada por razões de segurança.