Na volta às aulas do segundo semestre, os estudantes do câmpus de Teófilo Otoni da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) foram comunicados do aumento do valor da alimentação no Restaurante Universitário (RU), que passou de R$ 14,10 para R$ 15, sendo retirado o fornecimento de suco, além da proibição de levar marmita para casa. O reajuste e as medidas, no entanto, foram cancelados após um protesto dos alunos, realizado por meio das redes sociais.

Com o lema “Ninguém estuda com fome”, o movimento contra o aumento do valor da alimentação e as novas mudanças no RU foi organizado no início desta semana pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFVJM, cuja sede fica localizada em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha.

O DCE reclamou que o aumento da refeição no RU em Teófilo Otoni tornou-se uma ameaça à permanência dos estudantes na universidade, afetando, principalmente, os mais vulneráveis. “Muitos estudantes dependem do RU para permanecer na universidade. Alimentação não é luxo, é um direito básico”, argumentou a entidade.

“Retirar benefícios agrava ainda mais as desigualdades”, ressaltou o DCE, cobrando transparência sobre as mudanças e diálogo com os acadêmicos.

O presidente do DCE da UFVJM, Diego Macedo, informou que, após a deflagração do protesto pelos estudantes, a pró-reitora de Acessibilidade e Assuntos Estudantis da universidade, Ellen Lucy Tristão, comunicou que a empresa contratada para o fornecimento de refeições pelo RU do câmpus de Teófilo Otoni aumentou o preço da alimentação e suspendeu o fornecimento de suco e de marmitas por “conta própria”, tendo apenas comunicado à Universidade no último dia 29. Mas, ao ser procurada pela direção da UFVJM nesta semana, a empresa se retratou e cancelou o reajuste e as mudanças.

Na noite de terça-feira (4/8), a pró-reitora teve uma reunião com os representantes dos alunos em Diamantina para discutir a questão do Restaurante Universitário. Conforme Diego Macedo, ficou decidido que a refeição no RU voltará ao preço de R$ 14,10, retornando também o fornecimento de suco, sobremesa e marmitas, sem custos adicionais.

Foram apresentadas e discutidas outras propostas de melhorias para o Restaurante Universitário.

Os estudantes de baixa renda (submetidos a questionário socioeconômico) do câmpus da UFVJM não pagam pela refeição no Restaurante Universitário da unidade, sendo beneficiados com o auxílio-alimentação (subsídio) pela instituição.

Apesar dessa concessão, o presidente do DCE da UFVJM disse que a entidade vai continuar lutando para baixar o preço da refeição no Restaurante Universitário de Teófilo Otoni. Ele afirma que o RU “é um dos mais caros do país”. “A gente que é preciso baixar o preço do RU para que ele, de fato, torne uma política de permanência na universidade, em que os estudantes consigam acessar a alimentação mais barata”, assegura Macedo.

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O líder estudantil alegou ainda que lamenta que a universidade pública esteja enfrentando uma situação “muito ruim, tendo que viver pedindo emenda parlamentar”. “A gente entende que deve ser colocado mais investimento para educação a partir do Governo Federal e isso ser redistribuído junto com a comunidade no entendimento de que a comunidade também precisa participar desse processo”, concluiu.

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