Um coronel da reserva da Polícia Militar, de 59 anos, foi preso por suspeita de importunação sexual dentro de um ônibus interestadual nessa terça-feira (4/8), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

Segundo a Polícia Militar, o coletivo da Viação Guanabara fazia o trajeto entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro quando a passageira, de 34 anos, denunciou que o homem, sentado na poltrona imediatamente atrás da dela, passou a tocar repetidamente seu corpo com os pés e, depois, tentou apalpá-la com as mãos, chegando a tocar sua coxa.

Ainda conforme a corporação, ao ser confrontado, o suspeito pediu desculpas. A vítima, porém, afirmou que os atos foram intencionais e pediu ajuda aos demais passageiros.

O motorista informou que, ao perceber a movimentação dentro do ônibus, parou o veículo nas proximidades do Posto Galo, na Avenida Antônio Simão Firjan, no Distrito Industrial de Juiz de Fora. Nesse momento, o suspeito desembarcou e tentou fugir.

Com a ajuda de passageiros, o homem foi localizado nas proximidades. Segundo a PM, ele ainda tentou escapar novamente e resistiu à contenção, sendo imobilizado por populares até a chegada dos militares.

Testemunhas relataram que, durante a viagem, o coronel da reserva apresentava comportamento considerado suspeito, trocando de assento diversas vezes, caminhando pelo corredor do ônibus e permanecendo próximo de passageiras, causando desconforto.

Identificado como Welton José da Silva Baião, o militar aposentado negou a prática do crime. Ele alegou que qualquer contato com a vítima ocorreu de forma acidental em razão do espaço reduzido entre as poltronas.

Diante do relato da vítima, dos depoimentos das testemunhas e das circunstâncias constatadas no local, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. Ele, a vítima e as testemunhas foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil, que dará sequência às investigações.

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A Polícia Militar foi procurada pela reportagem e informou que o fato envolve policial militar aposentado e que, após tomar conhecimento dos fatos, realizou a prisão em flagrante. "Por se tratar de crime comum e não militar, o autor foi conduzido à Polícia Civil. A PM informa, ainda, que acompanha o caso", termina a nota.

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