Polícia Civil em MG: como funciona a perícia técnica após acidentes fatais
Investigação detalhada reúne evidências cruciais em laboratórios e no IML; trabalho dos peritos criminais é a base para o inquérito policial no estado
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Quando um acidente com morte acontece em Minas Gerais, uma complexa engrenagem de investigação é acionada pela Polícia Civil para determinar exatamente o que ocorreu. O trabalho, essencial para o inquérito policial, combina a análise minuciosa no local da ocorrência com exames técnicos realizados em laboratório e no Instituto Médico-Legal (IML).
O objetivo é reunir provas que ajudem a esclarecer a dinâmica dos fatos e a causa precisa do óbito, fornecendo a base técnica para a responsabilização dos envolvidos. Todo o processo é conduzido por peritos criminais e médicos legistas.
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Qual o primeiro passo da perícia em um local de acidente?
O primeiro passo é o isolamento e a preservação do local do acidente. A equipe de peritos criminais chega para registrar e coletar todos os vestígios disponíveis, um procedimento crucial para garantir que nenhuma evidência seja alterada ou perdida antes da análise completa.
Nesta etapa, os profissionais fotografam e medem a posição dos veículos, marcas de frenagem no asfalto, fragmentos e a localização da vítima. O objetivo é criar um mapa detalhado da cena, que será fundamental para entender como a colisão ou o evento ocorreu.
Como é feito o exame no corpo da vítima?
O corpo da vítima é encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), em Belo Horizonte, ou a um dos Postos Médico-Legais (PMLs) espalhados pelo interior do estado. Nessas unidades, o corpo passa por um exame de necropsia. Realizado por um médico legista, o procedimento busca determinar a causa da morte, conhecida tecnicamente como "causa mortis", por meio da análise de lesões internas e externas.
O processo de análise segue um roteiro técnico para garantir a precisão do laudo. As principais etapas incluem:
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Análise externa: verificação de fraturas, ferimentos visíveis, hematomas e outras marcas que possam indicar a natureza do impacto sofrido.
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Análise interna: exame dos órgãos para identificar hemorragias, lesões fatais ou condições preexistentes que possam ter contribuído para o óbito.
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Coleta de materiais: retirada de amostras de sangue e tecidos para exames complementares, como o toxicológico, que aponta a presença de álcool ou outras substâncias.
Que outras provas técnicas são usadas na investigação?
Além da análise do local e da necropsia, os veículos envolvidos também passam por uma perícia. Mecânicos e peritos verificam sistemas de freio, pneus, direção e a estrutura do automóvel para identificar possíveis falhas mecânicas que possam ter causado ou contribuído para o acidente.
Em casos mais complexos, a Polícia Civil pode realizar uma reconstituição simulada dos fatos. Com base nos dados coletados, os peritos recriam a cena para testar hipóteses sobre velocidade, trajetória dos veículos e o comportamento dos condutores. Tecnologias modernas também são empregadas, como o uso de Laser Scanners 3D, que criam modelos tridimensionais precisos da cena do acidente, permitindo análises e simulações virtuais detalhadas.
O que acontece depois da coleta de todas as provas?
Todas as informações e análises coletadas pelos peritos e legistas são compiladas em documentos técnicos chamados laudos periciais. Esses relatórios descrevem detalhadamente os achados e as conclusões da equipe técnica. Embora os prazos para sua conclusão possam variar dependendo da complexidade de cada caso, esses documentos são essenciais para o andamento do processo.
Os laudos são, então, anexados ao inquérito policial. Eles servem como a principal prova técnica para o delegado responsável pelo caso, que utilizará as informações para definir as responsabilidades criminais e civis e concluir a investigação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.