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BH: falso emprego vira isca para roubo de dados de candidatos; veja golpe

Suspeita usava salas de coworking para realizar falsas entrevistas e coletar documentos e biometria facial das vítimas

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Uma mulher de 26 anos foi presa, nessa terça-feira (18/8), suspeita de oferecer falsas vagas de emprego para coletar dados pessoais e biometria facial de candidatos em um coworking no Bairro Glória, Região Noroeste de Belo Horizonte.

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Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 13h20, na Rua Eugênia Neri. Foram apreendidos um computador, um caderno com dados pessoais de diversas pessoas, formulários de avaliação profissional, dois celulares e um cartão bancário.

De acordo com a PM, a mulher utilizava documentos falsos para alugar salas em espaços de coworking, onde realizava supostas entrevistas de emprego. O objetivo, no entanto, seria coletar dados dos candidatos e registros de biometria facial para uso em fraudes.

O proprietário do coworking contou que a suspeita entrou em contato solicitando a locação de uma sala entre 12h e 18h. Ela não informou qual empresa representaria durante o processo seletivo e pagou R$ 300 pelo aluguel.

Os responsáveis pelo estabelecimento já tinham recebido informações sobre uma mulher suspeita de aplicar esse tipo de golpe em espaços de coworking. Durante a negociação, perceberam divergências entre a identidade utilizada para fazer a reserva e os dados apresentados pela mulher.

Diante das suspeitas, os proprietários acionaram a Polícia Militar e forneceram documentos e imagens para auxiliar nas apurações. O serviço de inteligência da corporação constatou que as fotografias dos documentos não correspondiam às pessoas identificadas neles, levantando indícios de falsificação e uso indevido de dados de terceiros.

Vagas com salários altos

Com as provas, a PM foi até o endereço. Ao ser questionada, a mulher afirmou que integrava uma organização criminosa e que a função dela era fotografar documentos e coletar a biometria facial dos candidatos para enviar as informações aos comparsas.

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Para atrair as vítimas, segundo a polícia, eram anunciados falsos processos seletivos com salários elevados e benefícios. A suspeita foi presa e encaminhada à Delegacia da Polícia Civil, juntamente com o material apreendido.

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