Fé e tradição: veja fotos da Festa de Iemanjá na Pampulha, em BH
Celebração chega à 73ª edição e reúne terreiros de Umbanda e Candomblé às margens da Lagoa da Pampulha
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A Lagoa da Pampulha recebe, neste sábado (15/8), a 73ª edição da Festa de Iemanjá, celebração que reúne terreiros de Umbanda e Candomblé em Belo Horizonte. O evento é marcado por homenagens, entrega de flores e presentes, além de manifestações da cultura e da religiosidade de matriz africana.
Organizada pela Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO), em parceria com a Reunião Umbandista Mineira (RUM) e o Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira (Cenarab), a festa conta com a presença de equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Guarda Civil Municipal.
Celebrada em 15 de agosto, a Festa de Iemanjá ocorre na mesma data das comemorações de Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira de Belo Horizonte, em uma tradição marcada pelo sincretismo religioso.
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Neste ano, a celebração também presta homenagem a Nelson Matheus Nogueira, o Tat’etu Nepanji, um dos fundadores da festa, que morreu recentemente. “É com grande honra e devoção que celebramos a 73ª edição da Festa de Iemanjá, um evento emblemático e de suma importância. Este ano, a celebração ganha um significado ainda mais profundo, marcado pela passagem ao Orum do nosso baluarte, Tat’etu Nepanji”, afirmou Pai Ricardo de Moura, coordenador da CCPJO.
Carreata até a Pampulha
A programação começou com uma concentração às 14h, na Rua Aarão Reis, no Centro de Belo Horizonte. Às 16h30, uma carreata partiu em direção à Praça de Iemanjá, na Pampulha.
A concentração dos terreiros está marcada para as 19h. Às 19h30, ocorre a solenidade de abertura, com a consagração dos barcos e a entrega de flores e presentes para Iemanjá. A partir das 20h, cada terreiro inicia seus trabalhos.
Para Pai Ricardo, a celebração também representa resistência diante de episódios de intolerância religiosa. “Este ato é vital para visibilizar a presença do povo de terreiro na capital mineira e destacar como as matrizes africanas são essenciais para a nossa formação identitária”, destacou.
Patrimônio cultural de BH
Realizada anualmente desde 1953, a Festa de Iemanjá passou a ser organizada pela CCPJO em 2013. Desde 2019, a celebração é reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, ao lado da Festa dos Pretos Velhos.
Além das atividades religiosas, o evento arrecada alimentos não perecíveis e fraldas descartáveis infantis e geriátricas para instituições de caridade, como asilos e creches da capital mineira.
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