Uma cadela da raça border collie, de apenas 7 meses, foi morta em 23 de julho, em um condomínio fechado de Contagem, na Grande BH. Os tutores da cachorra, chamada de Meg, afirmam que o animal foi morto a tiros por um vizinho após entrar na propriedade do homem. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o caso.

Em vídeo, que teria sido enviado pelo vizinho dos tutores da cadela, o suspeito relata que as duas cadelas do casal, Meg e Jade, teriam invadido o galinheiro de sua propriedade e "arrebentado" com as galinhas. Na gravação é possível ainda ver que o homem segura um cano preto, semelhante ao de arma. "Não estou querendo matar, não, sabe? Mas vamos ver o que você faz aí", complementa o homem no fim do vídeo.

Após receber o vídeo, o tutor ligou para o vizinho e afirmou que poderia repor o prejuízo causado pelas cachorras, além de fazer um apelo para que não matasse nenhum dos animais. O homem ainda pediu ao sogro que fosse à casa do vizinho para buscar as cadelas.

Alguns minutos depois, o suspeito teria retornado a ligação, começando uma discussão com o dono das cachorras, que novamente pediu que as cadelas não fossem mortas. O vizinho ainda teria questionado ao tutor sobre o que aconteceria a ele se matasse os animais.

Após a ligação, segundo os tutores, foi enviado um outro vídeo. Na segunda gravação, o homem mostra a border collie deitada no galinheiro, com a cabeça tombada, enquanto a outra cadela parece acuada. "Não sei o que eu faço, se eu mato, ou o quê", afirma o vizinho, no vídeo.

Nívia Martins Jesus, tutora dos animais, desconfia que Meg já estava morta no momento do segundo vídeo. A mulher afirmou que não faria sentido a cadela estar deitada e aparentemente tranquila em meio ao galinheiro, principalmente após aparecer agitada no primeiro vídeo.

Possível sumiço e encontro da cadela

Em áudio enviado à tutora pouco após o envio do vídeo, o suspeito afirmou que Meg fugiu para outra área da chácara, enquanto a outra cadela tentou atacá-lo. Com o suposto avanço, o vizinho atirou contra Jade, com uma arma de chumbinho. Nívia afirmou que a cadela passa bem, mas tem ferimentos na região da boca.

No dia seguinte ao sumiço, o homem enviou outra mensagem à mulher, afirmando que havia encontrado Meg sem vida, num poço da residência, onde teria se afogado.

Os donos da cachorra acionaram a Polícia Militar. Mesmo após a chegada dos militares, segundo a tutora, o suspeito não entregou o corpo da cadela. Ela afirma que, se tivesse oportunidade, teria feito a autópsia no animal para descobrir as causas da morte.

Em depoimento, Nívia afirmou não fazer sentido a morte por afogamento, já que a cadela sabia nadar, além de suspeitar que Meg já estaria morta no momento do segundo vídeo enviado pelo homem, onde aparece deitada no galinheiro.

Ainda segundo a mulher, a relação entre o casal e o vizinho era boa e não havia problemas anteriores entre eles. Ela relatou que o homem chegou a ajudá-los pontualmente, quando foi preciso.

O casal registrou boletim de ocorrência na PCMG. No momento, o processo está em fase preliminar de investigação e apuração dos fatos narrados pelas partes.

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* Estagiário sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro

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