Uma mulher, de 30 anos, morreu depois de ser estrangulada dentro de um apartamento no Bairro Bonfim, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o crime aconteceu no início da manhã desta quinta-feira (2/7), por volta das 6h40. O companheiro da vítima, de 26 anos, confessou o assassinato e foi preso, registrou a polícia no boletim de ocorrência.
Conforme a corporação, a mãe ligou informando que havia recebido uma ligação do filho confessando a morte da companheira. No local, os militares precisaram arrombar a porta, pois não houve resposta à tentativa de contato dos militares.
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Ainda segundo a PMMG, a mulher estava em estado de “rigidez cadavérica” e caída em um colchão colocado direto sobre o piso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local.
O companheiro da vítima foi localizado na casa da mãe. Assim que os militares chegaram ao imóvel, encontraram o suspeito sentado em uma escada. Ele não ofereceu resistência à prisão.
O homem disse que estava em um relacionamento com a mulher há nove meses. Segundo ele, durante a madrugada, após ambos ingerirem bebida alcoólica e usaram cocaína, houve uma discussão, pois a vítima estaria mantendo contato frequente com um ex-companheiro. Em determinado momento, conforme confessou, ele avançou sobre ela e a estrangulou até a morte.
Familiares relataram à polícia que o homem está em tratamento psiquiátrico há dois anos e tem laudos de esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar. Além disso, ele faria uso de medicamentos controlados e teria diagnóstico de depressão. Essas alegações da família ainda não foram corroboradas pela polícia. No boletim de ocorrência não foram juntados documentos que comprovem as alegadas condições de saúde do suspeito.
A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais, agora responsável pela investigação do caso, recolheu diversas cartelas do medicamento clonazepam que estavam próximas ao corpo da vítima. O corpo da mulher foi conduzido ao Instituto Médico-Legal (IML) de Juiz de Fora.
A PMMG também esclareceu que o homem, preso nesta quinta-feira, possui registros por crimes de ameaça contra outra mulher, além de ocorrências por lesão corporal, roubo e tráfico de drogas. “Não foram encontrados registros anteriores de violência doméstica envolvendo a atual companheira”, pontuou a corporação no boletim de ocorrência.
Feminicídio
O relatório Retratos do Feminicídio no Brasil, publicado em 4 de março deste ano pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no país em 2025. Esse número representa crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em cerca de 80% dos casos, o crime de gênero foi cometido por companheiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
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Desde a tipificação da lei do feminicídio (Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015), ao menos 13.703 mulheres já foram assassinadas por sua condição de ser mulher.
