Minas é o estado com mais mortes de pessoas da comunidade LGBT+
Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026 aponta alta de homicídios, agressões e crimes de homofobia e transfobia
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O aumento da violência contra pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ em Minas Gerais ganhou ainda mais ênfase com a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. O levantamento mostra que o estado passou a concentrar o maior número de mortes violentas dessa população no país após um crescimento de 55% em um ano. Paralelamente, também aumentaram os registros de lesões corporais e de crimes de homofobia e transfobia.
Além do avanço das mortes, o estado registrou 662 casos de lesão corporal contra pessoas LGBTQIAPN+ em 2025, um crescimento de 23,3% em relação ao ano anterior. O volume coloca Minas Gerais na terceira posição nacional nesse tipo de ocorrência.
Outro dado que chama atenção é o crescimento dos registros de homofobia e transfobia enquadrados como crime de racismo, conforme entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desde 2019, o STF determinou que a LGBTfobia seja punida sob a Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989). Isso significa que os crimes se tornaram inafiançáveis e imprescritíveis. A determinação vale até que o Congresso Nacional crie uma lei específica para punir essas violências.
Em Minas Gerais, as ocorrências passaram de 15 para 40 em apenas um ano, um aumento de 166,7%. Embora o número absoluto ainda seja inferior ao de outros crimes, a evolução percentual revela maior visibilidade dessas ocorrências e evidencia a permanência da discriminação motivada por orientação sexual e identidade de gênero.
O conjunto de indicadores apresentado pelo Anuário aponta que a violência contra a população LGBTQIAPN+ não se restringe aos casos mais extremos, como os homicídios. As estatísticas revelam uma sequência de agressões físicas, ameaças e episódios de discriminação que, muitas vezes, antecedem desfechos mais graves e expõem a vulnerabilidade desse grupo.
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A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) para obter mais informações sobre políticas públicas voltadas a esta comunidade, mas ainda não obteve atualizações.