DESENTENDIMENTO

Mãe denuncia motorista de app que teria se recusado a levar filha autista

Episódio aconteceu na terça-feira (14/7), na Região da Pampulha. A Uber afirma que o momento foi gravado e que a versão não é verdadeira

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Elisa Albuquerque, de 37 anos, denunciou um motorista da plataforma Uber, identificado no aplicativo como Alex, alegando que o homem teria se negado a realizar a viagem com a filha dela, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ele teria tomado a decisão assim que percebeu que a menina usava um cordão de identificação da condição.

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O episódio aconteceu na última terça-feira (14/7), quando a mãe acompanhava a filha em um posto de saúde no Bairro Vila Jardim São José, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.

A mulher publicou um vídeo com o relato em uma rede social e realizou denúncias à Uber e à Polícia Civil. O desabafo repercutiu nas redes sociais e causou comoção entre os internautas.

Porém, de acordo com a Uber, a versão apresentada por Elisa é contestada pela empresa. No momento do ocorrido, o motorista estava com a ferramenta de vídeo da plataforma ativada, gravando a conversa. Segundo a Uber, a gravação mostra que o motivo da discussão teria sido, na verdade, o fato de ela ter batido a porta do carro ao entrar.

Relato da passageira

Após a discussão, Elisa relatou, em sua conta pessoal no Instagram, que teria chamado um carro por aplicativo, mas que, ao entrar no veículo com a filha, que ainda é um bebê, o condutor disse que não faria a viagem. Ela afirma que Alex tomou essa decisão ao ver o cordão no pescoço da menina, que indica que a criança tem Transtorno do Espectro Autista.

Na gravação, ela afirma que o motorista nem chegou a ligar o carro para iniciar a corrida. Também é possível ouvir o acusado dizendo a Elisa: “Vai comprar um carro para você. Palhaça.”

Mais tarde, também por meio do Instagram, a passageira publicou a foto e o nome usados pelo condutor na plataforma.

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Denúncia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que um inquérito para apurar o caso foi instaurado e que os envolvidos serão ouvidos. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso de Belo Horizonte.

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