UFMG divulga ação pelo WhatsApp a pessoas que querem parar de fumar
Organizada pela Escola de Enfermagem da UFMG, ação tem como objetivo controlar os hábitos do vício por meio de conteúdos digitais
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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) disponibilizou nesta segunda-feira (13/7) um projeto da Escola de Enfermagem, com o objetivo de ajudar voluntários que queiram parar de fumar. A ação é feita por meio de conteúdos digitais divulgados pelo WhatsApp.
A professora de enfermagem Janaina Soares coordena o estudo por meio do projeto Telemonitoramento de Enfermagem em Saúde Mental e Enfrentamento à pandemia de Covid-19, vinculado ao Hospital das Clínicas da UFMG.
O estudo dura 30 dias, nos quais serão recebidos conteúdos digitais com orientações e estratégias para largar o cigarro. Além disso, são informados os benefícios de largar o vício, controle dos gatilhos e cuidados com a saúde.
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Os conteúdos educativos e ferramentas de acompanhamento serão compartilhados por meio do WhatsApp.
Para participar, é necessário apenas preencher um formulário, em que o voluntário informa dados pessoais (nome, idade, endereço, etc.) e confirma se fuma e faz acompanhamento em algum ambulatório de saúde.
A ideia é avaliar como métodos de intervenção digital são efetivos e têm engajamento no público-alvo. Também tem como finalidade desenvolver tecnologia digital breve que tenha impacto na saúde pública.
Uso de cigarros eletrônicos
A universidade também divulgou em fevereiro deste ano uma pesquisa da Escola de Enfermagem, voltada à conscientização de estudantes em relação ao uso de cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como vapes.
O público-alvo dela são adolescentes de ensino médio e jovens universitários das regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil que utilizam tabaco e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) – como vape, cigarro eletrônico, pod e narguilé.
Da mesma maneira que o estudo sobre tabagismo, ela é feita por meio de conteúdos veiculados no WhatsApp com o objetivo de conscientizar os usuários e dar dicas de como parar com o consumo. Os estudantes podem se inscrever por meio de um formulário.
Após preenchimento inicial dos dados, os usuários recebem os conteúdos e três avaliações subsequentes do padrão de uso ao longo de seis semanas. Os menores de idade realizam uma reunião inicial com pais e responsáveis para autorização.
A professora Erika Leon, que conduz o estudo, observa como o uso de dispositivos eletrônicos para fumar tem se tornado uma epidemia. "Um levantamento de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que 26,9% dos estudantes já experimentaram o narguilé, e 16,8%, o cigarro eletrônico”, enfatiza.
Ela também destaca que a falta de dados detalhados sobre os componentes químicos inalados dificulta a construção de métodos de mitigação dos danos.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata