Defesa pede insanidade mental de diarista suspeita de matar casal de idosos
Pedido foi entregue a Polícia Civil logo após a reconstituição do crime no apartamento dos idosos, em Belo Horizonte
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A defesa da diarista Paola Stéfany Neto Cirino, de 30 anos, pediu a instauração da insanidade mental da investigada. Ela é suspeita de cometer o duplo latrocínio que vitimou o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.
"Sobre a luz da lei, ela apresenta muita confusão mental, esquecimento. Ela tem histórico pessoal, passou pelo Hospital Espírita André Luiz, Caps III e postos de saúde de Ribeirão das Neves. Tudo leva a crer que ela possui sim um histórico sensível em relação à saúde mental", destacou o advogado Bruno Correa.
Os dois foram encontrados mortos no apartamento onde viviam, no Bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A solicitação foi feita nesta quarta-feira (8/7) e apresentada à Polícia Civil logo após a reconstituição do crime.
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Em entrevista à imprensa, Correa afirmou que protocolou uma petição com base no artigo 149, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, solicitando que a autoridade policial determine a realização de uma perícia psiquiátrica para avaliar a condição mental da suspeita.
Segundo o advogado, o pedido foi recebido pelo delegado responsável pelo caso, que deverá decidir sobre a solicitação. Após a reconstituição, as autoridades policiais presentes não se manifestaram sobre o caso e o que foi feito no imóvel. No entanto, informaram que uma coletiva de imprensa está prevista para a próxima semana.
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O advogado de Paola participou das diligências e apontou dificuldades na reprodução das cenas do crime. "Em diversos momentos tivemos que parar a reprodução para ela se recuperar e se lembrar do que aconteceu. Houve confusão em diversos momentos. Ela não conseguiu explicar de forma clara e inequívoca o que aconteceu", afirmou. Correa disse que a suspeita reproduziu o que recordou e, os fatos que não lembrou, deixou formalizado.