Mais 19 militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) serão enviados para reforçar as operações de busca e salvamento na Venezuela, atingida por uma sequência de terremotos que já provocaram ao menos 1.430 mortes. A nova equipe embarca de Belo Horizonte na noite deste sábado (27/6) para se juntar aos bombeiros mineiros que já atuam no país sul-americano.
O anúncio foi feito pelo governador Mateus Simões (PSD), que destacou a experiência da corporação do estado em grandes desastres e prestou solidariedade às vítimas da tragédia.
"O povo da Venezuela vive um momento terrível. Infelizmente sabemos como são esses momentos, por isso colocamos imediatamente à disposição os nossos heróis do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, reconhecido mundialmente pela excelência em operações de busca e salvamento", escreveu o governador em publicação no X.
Segundo Simões, a nova equipe foi mobilizada para ampliar o apoio às operações de resgate. "Nossos bombeiros já estão no local para apoiar as equipes de resgate. E hoje mais uma equipe está sendo enviada para intensificar a ajuda. Profissionais que levam preparo, experiência e coragem, mas, acima de tudo, levam o compromisso de salvar vidas", afirmou. "Quero deixar minha solidariedade aos venezuelanos. Que Deus conforte as famílias atingidas e proteja nossos bombeiros nessa missão tão importante", finalizou.
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Com o novo envio, Minas Gerais terá mobilizado 32 bombeiros militares para atuar nas operações de busca e salvamento na Venezuela. Nessa sexta-feira (26/6), o estado já havia enviado uma primeira equipe com 13 especialistas do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad), unidade especializada em ocorrências de grande porte.
Enquanto as equipes seguem trabalhando nas áreas destruídas, o número de vítimas continua aumentando. O balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta 1.430 mortos, 3.248 feridos e 3.142 desabrigados. Há ainda estimativas de mais de 50 mil pessoas desaparecidas, segundo informações compartilhadas por organismos de ajuda humanitária.
A região de La Guaira, no litoral venezuelano, concentra a maior parte da devastação. O governo restringiu o acesso ao estado para facilitar as operações de resgate, enquanto militares e socorristas atuam na retirada de vítimas dos escombros. De acordo com o regime venezuelano, ao menos 250 edificações foram destruídas ou sofreram danos severos, incluindo hospitais.
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O Brasil também reforçou sua resposta humanitária. Além das equipes de busca e salvamento, o governo federal enviou aeronaves da Força Aérea Brasileira transportando medicamentos, insumos e equipamentos para a instalação de um hospital de campanha. Chile, México, El Salvador, Suíça e outros países também mobilizaram socorristas e ajuda humanitária para a Venezuela.
