A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte chegou ao 38º dia com novos desdobramentos. Em assembleia realizada nessa terça-feira (2/6), a categoria decidiu manter a paralisação e ocupar o prédio da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, no Centro da capital mineira. A ocupação segue nesta quarta-feira (3/6).
Um grupo de 17 professores se posicionou na terça-feira no hall de entrada do edifício por volta das 14h, mas acabou cercado por equipes da Guarda Municipal. Os manifestantes relatam ter permanecido impedidos, por horas, de beber água e de ir ao banheiro. Ao tentar pegar um copo de água por uma fresta na porta, por volta das 20h30, um dos docentes teria sido empurrado por um agente da força de segurança e batido a cabeça.
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O professor, identificado como Daniel Oliveira, inicialmente foi atendido por uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e, depois, encaminhado para atendimento em hospital. O Estado de Minas esteve no local da manifestação por volta das 22h, quando 16 docentes permaneciam no interior da secretaria. A reportagem também contou 13 agentes da Guarda Municipal no hall do edifício. Do lado de fora, havia um grupo maior de manifestantes e de agentes, além de seis viaturas, carro de som e algumas barracas.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Prefeitura de Belo Horizonte contesta a acusação de agressão. "A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte esclarece que não houve agressão por parte dos agentes. A Guarda reforça que atuou de forma preventiva e dentro da legalidade, reafirmando o seu compromisso com a segurança e a integridade de todos os presentes", afirma o texto.
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A nota ressalta ainda que "a Guarda segue acompanhando a manifestação e atua para assegurar a ordem, a preservação do patrimônio público e o direito à manifestação pacífica".
