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Virada do Brasil leva torcida do silêncio à explosão nos bares de BH

Com o jogo marcado para as 14h (horário de Brasília), muitos foram liberados antecipadamente do trabalho para aproveitar uma tarde de Copa do Mundo

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Torcedores foram da aflição ao delírio em Belo Horizonte com a virada brasileira. Com o jogo no horário comercial, muitos foram liberados antecipadamente do trabalho para aproveitar uma tarde de Copa do Mundo e se aconchegaram em bares por toda a cidade, que teve trânsito intenso nas horas que antecederam a partida.

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Na Rua Alberto Cintra, movimentado ponto de encontro no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital, os bares ficaram lotados para acompanhar a partida com otimismo, mas não durou muito. Quando o Japão abriu o placar, os copos de cerveja e as conversas ficaram de lado, e os olhos atentos se voltaram para as televisões, com reações estridentes a cada lance.

Em meio a torcedores tensos, um se destacou pela tranquilidade. O cachorro Aslan, um golden retriever, acompanhava sereno a partida ao lado dos tutores. “Ele está sempre acompanhando em tudo, torcedor fanático, camisa 10. É super tranquilo, quer brincar com todo mundo. A gente treinou ele para ficar assim”, contou o médico Pedro Henrique Amaral, de 30 anos.

Os torcedores puderam aliviar a apreensão com o gol de Casemiro, quando o relógio marcava 11 minutos do segundo tempo. “No primeiro gol eu fiquei muito tenso, mas depois vi que as coisas mudaram, o (Carlo) Ancelotti (treinador da Seleção Brasileira) acertou. O Brasil tem que ficar atento porque têm times muito bons, mas a gente também é bom e tem tudo pra levar esse hexa”, avaliou o comerciante Cláudio Barroso, de 50.

O empate levaria o confronto para a prorrogação, o que ainda dava insegurança para a torcida. Entretanto, Martinelli marcou aos 51 minutos do segundo tempo e evitou o tempo extra, para o delírio dos torcedores. Para o engenheiro Darllon Silvano, de 36, o gol fez o atacante do Arsenal ser merecedor do prêmio de melhor em campo:

“Teve estrela, decidiu o jogo. Tem que ser o cara”, contudo foi Casemiro quem levou o prêmio. “Tem que melhorar muito. O time está bom, mas tem que ser mais incisivo. Tem que começar a sair na frente. Na hora que pegar uma seleção mais forte não dá pra bobear. Se começar atrás, de repente não vai ter chance de empatar”, cornetou ele.

Na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, a montanha russa de emoções foi parecida. "Brasil é sempre na emoção. É sempre ali no último minuto. Mas valeu a pena, valeu a festa e valeu muito a pena estar aqui com a minha família e meus amigos", relatou o técnico em telecomunicação Edilio Moreira, de 64 anos.

Em uma mesa próxima, uma brasileira que mora nos Estados Unidos contou que trouxe os filhos para acompanhar a Copa no Brasil, apesar de o torneio ser sediado na América do Norte. "Viemos para o Brasil para mostrar para as crianças a experiência de como ser brasileiros e vivenciar a Copa aqui, com o fanatismo do futebol. A gente tenta mostrar muito da nossa cultura brasileira para as crianças. E todos eles amam o futebol. Todos nasceram nos Estados Unidos, mas torcem para o Brasil”, disse a empresária Samylla Gonçalves, de 35.

Ela mora em Northborough, em Massachusetts, com o marido estadunidense Liniker e os quatro filhos: Clara (10), Francisco (9), Filipe (7) e Catarina (5). Todos aproveitaram a virada brasileira na Savassi com familiares que moram no Brasil.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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