A Andreatur, empresa do ônibus envolvido no acidente com uma carreta na BR-251, que deixou oito mortos e pelo menos dez feridos, lamenta a situação e afirma estar prestando assistência às vítimas e aos seus familiares. O acidente foi registrado em Santa Cruz de Salinas (MG), Norte do estado.

Segundo a empresa, uma assessoria médica já acompanha o atendimento aos passageiros feridos. A Andreatur também declarou que disponibilizará suporte técnico e jurídico para auxiliar nos trâmites relacionados ao seguro,e informou que acionou a seguradora logo após a batida.

Ela ressaltou que ainda não é possível determinar as causas do acidente, mas afirmou que trabalha para identificar as circunstâncias da ocorrência e divulgar as informações assim que possível.

Entenda o acidente 

O acidente aconteceu na madrugada de domingo (24/5), por volta das 4h30, no km 234 da BR-251. O ônibus saiu de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com destino a Aracaju, em Sergipe. Já a carreta, carregada com sucata e peças automotivas, fazia o trajeto entre Fortaleza e Piracicaba. Após a colisão, os veículos pegaram fogo. O motorista também morreu.

O que se sabe sobre o caso 

De acordo com a Polícia Civil (PCMG), a conclusão do caso dependerá dos laudos periciais produzidos a partir das marcas de frenagem, posição final dos veículos, danos estruturais e demais vestígios encontrados na pista. Os corpos das vítimas, que ficaram carbonizados após o incêndio provocado pela colisão, foram encaminhados para Belo Horizonte, onde passarão por exames de identificação genética e odontológica.

Durante coletiva no município de Taiobeiras, também no Norte de Minas, a corporação afirmou que os dois veículos seguiam em sentidos opostos quando ocorreu a batida. Apesar de relatos iniciais indicarem uma colisão frontal, os investigadores trabalham com a possibilidade de que um dos motoristas tenha tentado desviar para evitar o impacto direto, o que será confirmado apenas após a finalização do laudo técnico.

"O que nós temos até o momento são dois veículos em sentidos opostos que acabaram colidindo. Ainda não podemos afirmar a dinâmica exata do acidente", afirmou o delegado regional Douglas Ferraz.

A investigação tem prazo inicial de 30 dias para ser concluída e o caso recebeu prioridade devido à gravidade e à repercussão. A polícia informou que testemunhas e sobreviventes serão ouvidos nos próximos dias para ajudar na reconstrução do acidente.

O perito criminal Braulio Marconi de Castro, chefe da seção técnica de criminalística de Teófilo Otoni, explicou que a perícia recolheu dados importantes no local, incluindo marcas de frenagem, posição dos veículos e orientação dos danos causados pela batida.

"Esse estudo integrado permitirá que a perícia criminal aponte a causa do acidente de forma técnica e cientificamente embasada", destacou.

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Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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