O helicóptero ‘Arcanjo 15,’ equipado com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e guincho de salvamento, é a mais nova aquisição do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Segundo a corporação, a aeronave adquirida através da Plataforma Semente custou R$ 43,5 milhões, cedidos pelos ministérios públicos estadual e federal.
A cerimônia de entrega aconteceu nesta segunda-feira (27/4), na capital mineira. O governador do estado, Mateus Simões, estava presente e afirmou que o modelo da aeronave, Koala AW119Kx, é um dos mais modernos disponíveis no mercado e comporta até 8 pessoas a bordo. "Vai ficar em Belo Horizonte, mas tem condição de substituir qualquer uma das outras aeronaves que estão distribuídas no estado", disse.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o ‘Arcanjo 15’ pode atingir a velocidade de até 260 quilômetros por hora, e o principal uso será em ações de combate a incêndios em vegetação em Minas Gerais. Ele também pode atuar nas vistorias de barragens, em parceria com o Ministério Público.
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Maior frota do Brasil
Segundo o Governo de Minas, entre 2019 e 2026, o Corpo de Bombeiros recebeu quatro helicópteros: dois do modelo Koala AW119Kx e dois H145 D3, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), além de dois aviões Grand Caravan. Todos foram nomeados ‘Arcanjo’.
O estado já prometeu a aquisição do Arcanjo 16, também do modelo Koala AW119. Atualmente, o helicóptero está em fase de nacionalização e homologação de equipamentos.
Atuações marcantes
Criado em 2007, o Batalhão de Operações Aéreas do CBMMG já atuou em importantes operações em território mineiro, entre elas o rompimento da barragem de Brumadinho, na Região Central, que causou a morte de 272 pessoas, entre elas dois nascituros, em 25 de janeiro de 2019.
A tenente-coronel e atual comandante do BOA, Karla Lessa Alvarenga Leal, atuou como piloto de uma das primeiras aeronaves dos bombeiros a chegar à localidade de Córrego do Feijão, onde houve o colapso da estrutura de contenção de rejeitos. No comando da equipe, ela ajudou a resgatar uma das vítimas ainda com vida. Seis anos depois, os bombeiros seguem na área atingida pelo mar de lama em busca das duas vítimas que ainda não foram identificadas.
Outra operação que necessitou de toda a frota aérea do CBMMG foi o incêndio em uma unidade de educação infantil em Janaúba, no Norte de Minas. Em 5 de outubro de 2017, o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, invadiu a Creche Gente Inocente, derramou combustível pelo imóvel e ateou fogo, provocando a morte de 10 alunos e três adultos. Mais de 40 pessoas ficaram feridas.
Além disso, o BOA foi essencial durante a pandemia de COVID-19. Os militares foram responsáveis pelo transporte de pacientes entre cidades do interior do estado. Somente em fevereiro de 2021, foram pelo menos 35 remanejamentos de Coromandel e Monte Carmelo, no Alto Paranaíba, para municípios com melhor capacidade de tratamento.
Acidente em Ouro Preto
Em outubro de 2024, o helicóptero Arcanjo 4 caiu com seis tripulantes – quatro militares, um médico e um enfermeiro –, em área de serra em Ouro Preto, na Região Central do estado. Todos os ocupantes morreram, e a aeronave sofreu perda total.
Este foi o primeiro acidente de helicóptero com mortes na história do CBMMG. Oitenta e quatro pessoas foram empenhadas na busca pela aeronave, incluindo bombeiros, cães de busca e aeronaves do CBMMG, da Polícia Militar (PMMG) e da Força Aérea Brasileira (FAB).
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima
