Rodrigo Luiz dos Santos, de 59 anos, suspeito de matar uma cadela com 11 tiros foi denunciado pelos crimes de maus-tratos a animal com resultado morte, disparo de arma de fogo em local habitado e posse irregular de armas e munições. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na última quarta-feira (8/4) e divulgada pelo órgão nesta quarta (15/4). O crime ocorreu em 21 de março deste ano em Pará de Minas, na Região Centro-Oeste do estado, e foi filmado por uma testemunha. O suspeito está preso preventivamente.

Segundo o processo, no dia dos fatos, a cadela de estimação da família estava na garagem do imóvel quando o denunciado se aproximou com a arma em punho e atirou contra o animal. A cachorra tentou se esconder, mas foi morta com cerca de onze tiros. A ação foi registrada em vídeo por testemunhas. 

Na época do crime, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada para a ocorrência e Rodrigo foi preso. No dia 8 de abril, o MPMG representou pela prisão preventiva do investigado, que foi decretada em 10 de abril pelo juiz Bruno Miranda Camêlo, da Vara Criminal de Pará de Minas.

O advogado de defesa, Gismael Almendro, disse que seu cliente esteve internado em uma clínica psiquiátrica há 15 dias. "Logo após tomarmos conhecimento do mandado de prisão ele se apresentou espontaneamente e se encontra preso preventivamente na penitenciária de Pará da Minas". O Estado de Minas solicitou um posicionamento sobre o caso e a defesa informou que vai se manifestar nos autos do processo.

Se a denúncia do MPMG for aceita pela Justiça, o suspeito vira réu no processo. O MPMG também requereu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais coletivos.  

O órgão afirma ainda que a Justiça determinou o desmembramento do processo em relação ao filho do suspeito, que no dia do crime confessou à Polícia Militar de Minas Gerais ter ajudado a limpar o local e recolhido o animal para enterrá-lo. Para esse processo, o MPMG requereu a designação de audiência para possível Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) por ajudar o autor da infração a evitar prisão, investigação ou responsabilização penal — crime previsto no artigo 374, parágrafo único, do Código Penal.

O crime

No dia do crime, a PMMG foi acionada para a ocorrência. No local, encontraram um jovem de 20 anos saindo de casa em uma caminhonete, transportando o corpo de um cachorro na carroceria. Durante a abordagem, o jovem contou aos policiais que estava em seu quarto quando o pai chegou em casa, aparentemente embriagado e o advertiu, sem motivação aparente. 

Ele contou ter ouvido estampidos semelhantes a disparos, ido até a garagem e visto que o pai tinha matado o animal de estimação. O jovem disse que não viu qual arma foi usada, mas admitiu ter lavado o local do crime e recolhido o animal para enterrá-lo. 

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Ao entrarem na casa, os policiais encontraram o suspeito em um dos quartos. Ele estava em confusão mental e alegava não se lembrar do que aconteceu. O homem indicou aos militares a localização de dois cofres, onde foi encontrado o seguinte arsenal:  

Armamentos:  

  • Espingarda calibre 12
  • Espingarda calibre 12
  • Carabina calibre 357
  • Rifle calibre 22
  • Pistola calibre 22 com dois carregadores
  • Pistola calibre 380 com dois carregadores 
  • Revólver calibre 357
  • Espingarda calibre 5.5mm
  • Espingarda de fabricação artesanal
  • Um carregador

Munições:

 
  • 252 cartuchos calibre 9mm
  • 140 cartuchos calibre 357
  • 147 cartuchos calibre 380
  • 375 cartuchos calibre 12
  • 3 recipientes contendo munições diversas de calibre 22
  • 1 sacola com estojos deflagrados de diversos calibres 
  • 1 prensa para recarga de munição
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