Um ato político para marcar os oito meses da morte do gari Laudemir Souza Fernandes foi realizado, na tarde desta sexta-feira (10/4), em frente ao Fórum Lafayette, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato, teve o pedido de habeas corpus negado pela Justiça nessa quinta (9/4). 

O principal objetivo da manifestação, segundo Liliane França, viúva de Laudemir, é cobrar celeridade no processo criminal, evitando que o procedimento penal caia no esquecimento. Além disso, a mobilização por justiça também enfatizou que a vida dos trabalhadores da limpeza urbana deve ser respeitada e valorizada.

Com a presença de amigos e parentes de Laudemir, o protesto foi planejado para relembrar o crime e pressionar pela data do julgamento. “A gente sente a necessidade de ter a data do julgamento dele (Renê) para que traga conforto para nós, porque ele fica o tempo todo se encaixando em alguma brecha da lei”, declarou Liliane, que, durante o movimento, distribuiu rosas aos participantes. 

O advogado da família de Laudemir, Ewerton Carvalho, ainda reiterou a fala da viúva, afirmando que quanto mais demorar para esse caso ir a julgamento, mais risco de o assassino ser colocado em liberdade por excesso de prazo. 

“Essa manifestação aqui é muito importante para reacender o caso na mídia e na população civil organizada, para trazer o povo o status em que esse processo se encontra, para que a gente faça com que as pessoas pressionem o Poder Judiciário para que ande o mais rápido possível com esse processo”, alegou o advogado. 

Ainda segundo Liliane, o local –  Fórum Lafayette – foi estrategicamente escolhido para sediar a manifestação por ser o conjunto de unidades judiciárias de primeira instância para cobrar a sentença. 

"“Não tem lugar melhor do que vir aqui, mostrar e falar que é daqui que nós queremos que ele saia, algemado e sentenciado”"
por Liliane França, viúva de Laudemir Souza Fernandes

O crime

Descrito como pai de família e trabalhador honesto, Laudemir Souza Fernandes, de 44 anos, foi assassinado brutalmente a tiros na manhã de 11 de agosto de 2025, enquanto trabalhava na coleta de resíduos no Bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. O crime teria sido motivado por uma briga de trânsito. A vítima foi socorrida, mas morreu pouco tempo depois em decorrência de hemorragia interna. 

Renê da Silva Nogueira Júnior é réu por homicídio qualificado, ameaça, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual. Se condenado após julgamento, a pena do empresário pode chegar a 35 anos de prisão.

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* Estagiária sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro 

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