ÁGUA

Copasa retoma captação no Paraopeba; limpeza do rio só termina em 2029

Nova estrutura de recolhimento de água foi construída antes do ponto onde ocorreu o rompimento da barragem da Vale, em uma área que não sofreu impacto ambiental

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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que voltará a captar água do Rio Paraopeba. A coleta estava suspensa desde 2019, quando o curso d’água foi contaminado por rejeitos de minério provenientes da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que se rompeu. Uma nova estrutura de captação foi construída a aproximadamente 12 quilômetros acima (a montante) do local da tragédia, em uma área que não foi impactada pela lama.

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De acordo com a Copasa, o antigo ponto de captação permanece fora de operação. A nova estrutura foi construída pela Vale, responsável pela Mina Córrego do Feijão, como parte das medidas de reparação e segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A operação faz parte de um acordo intermediado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ainda está em estágio inicial. Por enquanto, o fluxo de bombeamento está em 2 m³/s. Quando a Vale concluir as obras da captação definitiva, a capacidade chegará a 5 m³/s.

 

O objetivo da captação, ainda segundo a Copasa, é preservar o volume de água armazenado nos reservatórios do Sistema Paraopeba (Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores), que mantêm a estabilidade do abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte durante os períodos de estiagem.

A Copasa afirma que "toda a água captada na nova unidade passa por rigorosos processos de monitoramento e tratamento, atendendo integralmente aos padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde".

Limpeza do Rio Paraopeba

Paralelamente ao anúncio da Copasa, o Instituto Guaicuy, entidade ambiental envolvida na revitalização da Bacia do Rio das Velhas, anunciou que a Vale concluiu, no último mês de março, o trabalho de remoção de rejeitos de minério em um trecho de 3 quilômetros de extensão do Paraopeba. Esse trajeto está a jusante do rompimento da barragem, em um local diferente daquele no qual a nova estrutura de captação de água foi posicionada.

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Trata-se do primeiro de quatro trechos que passarão pelos trabalhos de remoção de rejeitos: juntos, eles têm 46 quilômetros de extensão. A atividade de limpeza consiste, basicamente, na dragagem do leito do rio, que será mantida nesse primeiro trecho até o mês de junho. A conclusão da limpeza até o fim do percurso está prevista para abril de 2029.

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