REFORÇO DA SEGURANÇA

Guarda Municipal de Montes Claros vai usar arma não letal

Taser tem a capacidade de imobilizar indivíduos sem causar danos à saúde. Equipamento ainda é pouco usado no interior de Minas

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A Prefeitura de Montes Claros, no Norte de Minas, reforçou a segurança da população com a compra de 63 armas de choque não letal tipo taser para a Guarda Civil Municipal da cidade. No estado, ainda são poucas as cidades que usam a arma não letal na segurança pública. Em Belo Horizonte, o equipamento é utilizado desde 2011.

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Conforme o secretário municipal de Segurança Integrada, Járson Sebástian Hansen Ferreira, os guardas municipais passarão por treinamento sobre o manuseio do novo equipamento, a ser realizado em 27, 28 e 29 de abril. Eles vão começar a portar o taser a partir de 1º de maio.

De acordo com a gestão municipal, os equipamentos custaram cerca de R$ 400 mil e foram adquiridos com recursos federais, de emenda parlamentar de autoria do deputado Marcelo Freitas (União).

Desenvolvida pela Nasa

A arma de incapacitação neuromuscular, conhecida taser ou o popular “choque elétrico”, foi desenvolvida nos Estados Unidos na década de 1970. O criador do armamento de baixo potencial ofensivo foi o cientista Jack Cover, da agência espacial estadunidense (Nasa).

A Prefeitura de Montes Claros divulgou que, nas mãos da Guarda Municipal, o equipamento ajudará na manutenção da vigilância ostensiva dos locais públicos da cidade, como prédios, unidades básicas de saúde (UBS) e de Pronto Atendimento (UPAs), escolas e parques.

O secretário municipal de Segurança Integrada, Járson Hansen, salienta que o taser será usado pelos guardas municipais para imobilização de indivíduos em situações adversas, como nos quadros de surto, além de defesa pessoal, em caso de enfrentamento. “O objetivo é reforçar a segurança da comunidade e também a preservação da integridade dos componentes da Guarda Municipal”, destaca o secretário.

Ele lembra que a arma não letal é um dispositivo que, ao ser acionado, imobiliza uma pessoa por cinco segundos, o tempo suficiente para que o agente de segurança possa dominar ou algemar um indivíduo em situação de resistência, preservando sua vida.

Hansen ressalta que poucas cidades do interior de Minas usam o equipamento. Entre elas, estão Uberaba (uma das primeiras do estado a recorrer à tecnologia), no Triângulo Mineiro; Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira; e Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Ele disse ainda que, para usar o dispositivo, o município precisa comunicar ao Exército. 

Como funciona o taser

O taser dispara dardos, com alcance de até 10,6 metros. Esse eletrodos em contato com o corpo liberam um forte pulso elétrico, uma descarga em ondas “T”, que agem diretamente no sistema nervoso sensorial e no sistema nervoso motor, imobilizando a pessoa atingida imediatamente.

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O período de paralisação depende do tempo em que o gatilho estiver pressionado. Cada disparo totaliza cinco segundos de imobilização e não traz danos à saúde.

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