Mosaic anuncia suspensão de unidades em Minas e corte de empregos
Sindicato declarou que apenas a paralisação das atividades do Complexo Mineroquímico de Araxá, no Alto Paranaíba, deve provocar cerca de 1,2 mil demissões
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A The Mosaic Company anunciou nessa quarta-feira (8/4) que vai iniciar o processo de paralisação do Complexo de Mineração e Química de Araxá, e também a interrupção das atividades de mineração no complexo de Patrocínio. As duas cidades mineiras estão na região do Alto Paranaíba.
Além disso, a empresa declarou que as medidas irão resultar na redução de quadro de funcionários e da produção anual de fosfato em cerca de 1 milhão de toneladas.
O grupo norte-americano não informou sobre as datas das interrupções e o número de pessoas que serão demitidas. Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Extração Mineral, Químicas e de Fertilizantes de Araxá e Região (Sima) declarou que a medida deve provocar cerca de 1,2 mil demissões apenas na Mosaic Fertilizantes, em Araxá, e que representante da empresa disse que a completa desmobilização ocorrerá quando acabar o material estocado, sendo que esse momento está estimado para julho.
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A Mosaic informou também que continuará o desenvolvimento de projetos relacionados ao nióbio em Patrocínio e que pretende buscar a venda dos ativos localizados em Araxá. Caso essa venda seja concretizada, a expectativa da empresa é de uma redução significativa nos custos, com economia anual entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões em investimentos de capital, além de US$ 70 milhões a US$ 80 milhões em despesas operacionais.
Ainda conforme a Mosaic, as medidas fazem parte da estratégia da companhia para reduzir custos e realocar capital.
A Mosaic também prevê um impacto contábil bruto entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões no primeiro trimestre de 2026. Desse total, a maior parte está relacionada à desvalorização de ativos destinados à venda, além de custos com rescisões contratuais e outras despesas ligadas ao encerramento das atividades.
"Para garantir maior eficiência financeira"
O presidente e CEO da empresa, Bruce Bodine, afirmou por nota que as decisões buscam garantir maior eficiência financeira. Acreditamos que paralisar as operações das unidades e buscar uma oportunidade de venda é o caminho certo a seguir, afirmou.
A estratégia, ainda conforme Bodine, está alinhada ao objetivo de maximizar retornos e manter disciplina na gestão de recursos. Essa decisão reflete o compromisso contínuo da Mosaic com a disciplina na alocação de capital e na maximização dos retornos.
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"Agradecemos aos nossos funcionários de ambas as unidades. Seus anos de compromisso com a segurança e suas contribuições para ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa são parte essencial do nosso sucesso", finalizou.