Um homem que usava tornozeleira eletrônica, por ameaças contra a ex-companheira, foi preso nesta terça-feira (10/3), na Pampulha, em Belo Horizonte, depois de romper o equipamento, incendiar a cortina da casa da vítima e ser encontrado na Avenida Portugal, próximo à padaria onde a mulher trabalha.

Segundo a corporação, o homem era monitorado devido a uma condenação pela Lei Maria da Penha e tinha medida protetiva que o obrigava a manter distância da ex.

De acordo com o tenente Pedro Barros, do 49º Batalhão da Polícia Militar (PMMG), o rompimento da tornozeleira foi descoberto, uma vez que o equipamento é monitorado a distância, o que levou os militares a iniciarem as buscas.

Incêndio

Durante o rastreamento, os policiais entraram em contato com a vítima, que relatou que o ex-companheiro havia invadido sua casa no Bairro Jardim Leblon, durante a madrugada desta terça-feira (10/3), e colocado fogo na cortina do imóvel. No momento do ataque, a mulher não estava na residência.

A mulher contou ainda que o suspeito rondou a casa e recebeu mensagens com ameaças de morte ao longo do dia, o que aumentou o medo sobre um possível episódio de violência.

Segundo o tenente Barros, o celular da vítima chegou a emitir alerta quando o homem se aproximou do endereço, devido ao sistema de monitoramento ligado à tornozeleira eletrônica.

O suspeito foi abordado e preso antes de conseguir se aproximar da ex. Nada de ilícito foi apreendido.

Histórico de violência doméstica

Segundo a Polícia Militar, o homem manteve relacionamento com a vítima por cerca de quatro anos e já possui registros anteriores de violência doméstica. Ao menos duas ocorrências de ameaças foram registradas contra ele com base na lei Maria da Penha.

Por causa desse histórico, ele era acompanhado pelo Programa de Prevenção à Violência Doméstica (PVD) da Polícia Militar, que monitora casos considerados de maior risco. O homem também já tem três passagens anteriores por tráfico de drogas.

Após a prisão, ele foi levado para uma delegacia da Polícia Civil, onde o caso vai ser analisado e o flagrante formalizado.

De acordo com o tenente Barros, a expectativa da Polícia Militar é a de que, diante da gravidade da ocorrência e do descumprimento das medidas judiciais, o suspeito permaneça preso.

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*Estagiária sob a supervisão do subeditor Humberto Santos

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