A Praça Marília de Dirceu, no Bairro Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, amanheceu coberta de cartazes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, e contra a absolvição dos condenados pelos mesmos atos. O local é ponto de concentração do Bloco da Anistia, que desfila pela primeira vez no carnaval da capital mineira neste domingo (15/2).

Quando os foliões, vestidos de verde e amarelo, chegaram para participar do bloco, os cartazes foram retirados, mas vestígios permaneceram. Ainda há materiais expostos em equipamentos públicos ao longo das ruas por onde o bloco passará.

Ativistas de extrema-direita rasgaram cartazes contra Bolsonaro

Alessandra Mello/EM/D.A Press

O desfile do Bloco da Anistia

Antes de o desfile começar, os foliões se reuniram em oração e escutaram o Hino Nacional. Em razão da idade dos participantes, os organizadores do Bloco da Anistia optaram por um trajeto reduzido: apenas três quarteirões em ritmo lento. 

O bloco pede a libertação do ex-presidente e de todos os condenados pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Um grupo de cerca de 20 policiais militares acompanha a concentração, que até o momento reuniu poucas pessoas.

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Um dos coordenadores do bloco, o produtor cultural Ricardo Chaid, disse que o objetivo é garantir um espaço "na cena cultural" do carnaval. "Estamos trazendo uma indignação, que é ver pessoas inocentes presas há tanto tempo para o carnaval. Então é um espaço para a direita, que às vezes se vê sem um local para também curtir o carnaval", afirmou.

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