O médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 31 anos, preso após ser acusado de estupro por uma mulher de 18 anos, em uma clínica na área hospitalar do Bairro Santa Efigênia, na Região Leste de Belo Horizonte (MG), teria sugerido uma "rapidinha" à jovem. A informação consta em decisão judicial na qual a prisão preventiva do médico foi decretada. O profissional passou por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (13/2).
"Nos crimes contra a dignidade sexual — frequentemente praticados às ocultas, de maneira clandestina — a palavra da vítima apresenta especial relevo como elemento de convicção do magistrado, sobretudo nesta estrita sede relativa à audiência de custódia, afigurando-se, a nosso ver, imprescindível o decreto da prisão preventiva de forma a resguardar a vítima e a ordem pública", justificou a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto.
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A decisão traz em detalhes o que foi registrado no Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD). Conforme o documento, a jovem contou que estava na clínica médica, na última quarta-feira (11/2), para realizar um exame de imagem, pois estava com dores abdominais. Após o procedimento, o médico a informou que realizaria um exame extra, utilizando as próprias mãos, "para ver se achava alguma coisa errada".
Iniciado o novo procedimento, a vítima relatou que o médico introduziu os dedos em sua vagina sem utilizar luvas e, em seguida, os retirou sem dizer nada. Enquanto a vítima se vestia, Eliphas teria aberto as calças, quando expôs o seu pênis e sugeriu que a jovem fizesse sexo oral. A vítima disse que se negou, mas o médico, segundo afirmou, continuou insistindo e sugeriu "fazer uma rapidinha".
"Imediatamente após, o autor pegou a vítima pela cintura e a virou, encostando-a na maca, ocasião em que ele passou o seu pênis nas nádegas da vítima, que estava posicionada de costas para ele. A vítima, então, se afastou e solicitou que ele entregasse o resultado de seus exames, tendo deixado o local em seguida", diz trecho da decisão judicial.
Por fim, a magistrada alega que os relatos da vítima e do policial militar que conduziu o APFD "são veementes em demonstrar os indícios da autoria e materialidade delitivas, sobretudo em crimes dessa natureza, de extrema violência e gravidade, cometidos na clandestinidade".
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Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes afirmou à Polícia Militar que apenas realizou exames de rotina e negou qualquer tipo de abuso. A reportagem tentou contato por telefone e mensagens com o advogado do médico, mas não houve retorno até a última atualização desta publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
