ATAQUE A JUSTIÇA

Adolescente de 16 anos é apreendido por ataques contra juiz e delegado

Investigação apura invasão de sistemas do Judiciário e tentativa de intimidação institucional

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Um adolescente de 16 anos foi apreendido nesta sexta-feira (27/2) durante a segunda fase da Operação Firewall, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Peçanha (MG), no Vale do Rio Doce. A investigação apura ataques a autoridades do sistema de Justiça.

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Segundo a PCMG, o objetivo é aprofundar as investigações sobre um esquema criminoso que teria acessado de forma indevida sistemas do Poder Judiciário e praticado atos para intimidar e constranger autoridades públicas.

A ação ocorreu em conjunto com o Gabinete de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (GSI/TJMG) e contou com apoio dos núcleos de inteligência dos tribunais de Justiça de Santa Catarina e Goiás; da Polícia Civil de Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal; e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Mandados cumpridos

Nesta fase, foram cumpridos cinco mandados judiciais expedidos pelo Judiciário mineiro:

  • Dois mandados de prisão preventiva, que resultaram na prisão de uma mulher de 45 anos e de um homem de 19;
  • Uma medida de internação provisória contra o adolescente de 16 anos;
  • Dois mandados de busca e apreensão. Um dos alvos foi preso em Caldas Novas (GO).

Durante as buscas, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão periciados para identificar possíveis novos envolvidos.

 

Ataques a autoridades

De acordo com a Polícia Civil, os próprios responsáveis pela investigação se tornaram alvos da organização criminosa. As apurações indicam tentativa de acesso indevido às credenciais institucionais de um magistrado responsável pelo controle judicial do caso. Ainda conforme a polícia, também ocorreram bloqueios de valores, por meio de sistema eletrônico, em contas vinculadas ao juiz e ao delegado responsável pela investigação.

As ações foram realizadas a partir da invasão das credenciais funcionais de uma servidora pública do Estado de Sergipe. Para os investigadores, as condutas indicam tentativa de intimidação e interferência no funcionamento das instituições de Justiça.

Em Minas, segundo o delegado Robert Salles, a investigação começou em janeiro deste ano, quando foi constatado que um policial penal do estado teve as credenciais vazadas. Com isso, os criminosos tiveram acesso indevido ao sistema para a manipulação de informações. "Eles conseguiam fazer movimentações e alterações como a inclusão e exclusão de mandados de prisão", afirmou Salles.

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A Operação Firewall continua em andamento, e a análise do material apreendido pode gerar novos desdobramentos.

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