"MATAR UM VIADO"

Assassinato de técnico de enfermagem teve motivação homofóbica

Uma nova investigação vai buscar a participação de outras pessoas, que teriam oferecido dinheiro ou armas para os assassinos

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Os dois homens presos pela morte do técnico de enfermagem Kenedy Rodrigues Campos, de 26 anos, em Patos de Minas, foram indiciados pela Polícia Civil. O inquérito foi concluído e aponta que o crime teve como motivação homofobia. Uma nova investigação vai buscar a participação de outras pessoas, que teriam oferecido dinheiro ou armas para que eles "matassem um viado".

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A apuração policial mostra que a vítima teria convidado para sua casa os dois investigados, um jovem de 19 anos e um adolescente de 17, sem suspeitar que eles já teriam planejado sua morte.

Inicialmente, a dupla cogitou asfixiar a vítima, mas, no local, usaram uma faca para ferir o homem com um golpe no pescoço. Mesmo gravemente ferida, a vítima tentou fugir, sendo impedida pelos investigados.

O corpo do homem estava no quarto de sua residência, na rua São Geraldo, no Bairro Sorriso. O crime ocorreu durante a madrugada do dia 10 de fevereiro.

"Os dois autores demonstraram querer algo com a vítima e um deles disse em seguida que não gostava daquilo, que não gosta daquela laia e isso demonstra o ódio contra homossexuais", disse o delegado Luiz Mauro Sampaio.

Indiciamento

Com a conclusão da investigação, o maior de idade foi indiciado por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel e dificuldade de defesa da vítima, além do crime de corrupção de menores. As penas, somadas, podem ultrapassar 28 anos de reclusão.

O adolescente teve o procedimento encaminhado ao juizado da infância e da juventude. Ele segue apreendido, e o adulto, preso preventivamente.

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Uma nova investigação procura saber sobre o oferecimento de dinheiro ou de armas para o cometimento do crime. "Não ficou confirmado que essa pessoa, eventualmente, iria dar droga e arma para matar o Kenedy. Mas que ele queria matar uma pessoa homossexual. Mas não seria exatamente o Kennedy. Esse é o ponto", explicou Mauro.

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