O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrado na manhã desta quarta-feira (28/1) em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, no sul de Goiás. A vítima, natural de Minas Gerais, estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025.
Segundo informações, o corpo foi localizado às margens da GO-213, rodovia que liga Caldas Novas aos municípios de Ipameri e Pires do Rio. A região é afastada da área urbana, cercada por mata e propriedades rurais. Durante os trabalhos da polícia, a rodovia chegou a ser parcialmente interditada para garantir a segurança da equipe e preservar a cena.
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Imagens e vídeos divulgados pela Polícia Civil mostram que o corpo foi encontrado em uma área de mata, distante da região urbana. A operação contou com um grande efetivo policial e o apoio de um helicóptero, utilizado para auxiliar nas buscas e no isolamento da área.
A distância percorrida do condomínio onde Daiane morava até o local onde o corpo foi abandonado é de aproximadamente 20 quilômetros por estrada.
Durante as investigações, duas pessoas foram presas: o síndico do prédio onde a corretora morava, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira. Ambos são suspeitos de envolvimento no homicídio e foram detidos pela Polícia Civil nesta quarta-feira.
As apurações são conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas (19ª DRP), em força-tarefa com o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH). As circunstâncias da morte e a possível motivação do crime ainda estão sendo investigadas.
Desaparecimento dentro do prédio
Daiane foi vista pela última vez por volta das 18h50, quando imagens de câmeras de segurança do edifício registraram a corretora entrando no elevador enquanto gravava um vídeo com o celular. Ela apertou os botões do térreo e do subsolo. No primeiro andar, saiu do elevador, mas retornou cerca de dois minutos depois.
No dia em que desapareceu, Daiane foi vista às 18h50, quando foi flagrada por câmeras de segurança do edifício
De acordo com familiares, o vídeo tinha o objetivo de mostrar um pico de energia no prédio. As imagens foram enviadas a uma amiga da vítima. Na gravação, Daiane afirma que iria à recepção para verificar se a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica havia ido ao local, já que suas contas estavam quitadas.
Em seguida, ela retorna ao elevador, aperta o botão do subsolo, sai do equipamento e não é mais vista. As gravações feitas após a entrada no subsolo não chegaram a ser transmitidas. As câmeras do edifício também não registraram a saída da corretora do local.
Segundo a família, Daiane saiu do apartamento sem óculos, deixou a porta aberta e levava apenas o celular. O carro dela estava em uma oficina mecânica.
“Ela saiu de casa nitidamente com a intenção de religar a energia. Ela saiu sem óculos e deixou a porta do apartamento aberta. A minha filha desapareceu, literalmente, dentro do prédio”, afirmou Niles Alves Pontes, mãe da vítima.
Procurada pela reportagem, a defesa de Cléber Rosa de Oliveira, síndico do Condomínio Amethist Tower, informou que ainda não teve acesso integral aos autos. O advogado Luiz Fernando Izidoro disse que acompanhou Cléber neste primeiro momento e que também atua na defesa do filho dele.
Segundo o advogado, a defesa aguarda acesso formal às informações do inquérito para, posteriormente, se manifestar.
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* Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.
