As prefeituras de Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas, enviaram equipes para confirmar o possível rompimento de um reservatório, administrado pela Mineradora Vale, entre os dois municípios mineiros. Informações enviadas ao Estado de Minas dão conta que a água, represada pela estrutura, invadiu um escritório da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

De acordo com o secretário de Defesa Civil de Ouro Preto, Moisés Santos, o órgão recebeu informações sobre o possível colapso da estrutura. No entanto, até o momento, não houve um comunicado formal da Vale. Mesmo assim, equipes foram deslocadas para a região.

Em nota, a Prefeitura de Ouro Preto relatou que a ocorrência teria acontecido em uma área rural do município, localizada em uma região distante tanto da sede do órgão quanto de demais distritos. “Neste momento, agentes da Secretaria de Segurança e Trânsito, juntamente com o Departamento de Defesa Civil, estão se deslocando até o local para averiguação in loco”.

Já a Defesa Civil de Congonhas informou que a notícia sobre o possível rompimento do reservatório Esmeril foi divulgada em grupos de mensagens. Porém, até o momento, o órgão não foi acionado oficialmente. Mesmo assim, como o município vizinho, deslocou equipes para a região.

O Gabinete de Defesa Civil de Minas Gerais também foi acionado e disse que equipes foram deslocadas para o endereço, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas. 

O que se sabe sobre o rompimento?

O reservatório da Vale no Pires, em Ouro Preto, transbordou na madrugada deste domingo (25/1) e provocou uma inundação de lama que atingiu o escritório da CSN, três oficinas e o almoxarifado, segundo informações de moradores da região e funcionários da empresa.

A água chegou a cerca de 1,5 m de altura, interrompeu a captação de água e paralisou as operações. A Defesa Civil estadual confirmou que recebeu uma ocorrência e deslocou uma equipe ao local.

Cerca de 200 trabalhadores foram evacuados. Equipes da empresa iniciaram a limpeza da área e aguardam a fiscalização ambiental para avaliação dos danos.

Posicionamento da Vale na íntegra


"A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.
A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana".

Confira a nota da CSN

“Na madrugada de hoje (25/1), houve uma ocorrência em uma cava pertencente à Mineradora Vale, o que provocou o alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração, incluindo o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades. Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente.

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A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas”

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