A capital mineira segue consolidando sua posição como um dos principais destinos carnavalescos do país, com projeções de que a folia de 2026 supere todos os recordes anteriores. 

Segundo dados da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o interesse pelos desfiles de rua continua em plena expansão: para este ano, 612 blocos realizaram o cadastramento oficial, o que representa um crescimento de 8% em comparação aos 568 grupos registrados em 2025. Um dado relevante é a renovação da festa, já que 178 desses blocos farão sua estreia nas ruas da capital.

A expectativa do Executivo municipal é de uma agenda intensa, com aproximadamente 660 cortejos espalhados pelas dez regionais da cidade. A programação oficial será estendida, ocorrendo entre os dias 31 de janeiro e 22 de fevereiro, abrangendo desde o pré-carnaval até a folia pós-feriado. Esse volume de desfiles indica um salto de 43,48% em relação aos 460 realizados no último ano. Vale notar que, embora o pré-cadastramento seja alto, o número final pode sofrer variações por desistências, que costumam atingir cerca de 20% dos inscritos. 

Entre os nomes confirmados que mantêm viva a tradição e a militância na cidade, destaca-se o Angola Janga, um coletivo que transcende a música ao focar na valorização e no protagonismo da comunidade negra.

Tudo que você precisa saber sobre o Bloco Angola Janga

O Angola Janga é um bloco focado no protagonismo negro, criado em 2015 pelo casal Lucas Jupetipe e Nayara Garófalo. A ideia surgiu após Lucas sofrer um episódio de racismo em 2015, o que motivou o casal, que já participava do carnaval como batuqueiros desde 2011, a formar um coletivo totalmente dedicado ao empoderamento e à ancestralidade.

O nome Angola Janga (que significa "Pequena Angola") era o nome real do Quilombo dos Palmares, servindo como inspiração para criar um espaço onde as pessoas pudessem se sentir em casa.

Mais que um bloquinho de Carnaval, Lucas e Nayara queriam trazer um espaço seguro para negros manifestarem sua ancestralidade.  

O que você vai ouvir no bloco Angola Janga?

O bloco toca ritmos afro-brasileiros antigos e recentes, passando pelos mais diversos estilos musicais, como funk, axé, samba, raggae, ijexá, hip hop e pagodão baiano.

Além disso, o casal aproveita o momento para falar mais sobre negritude.

Com o objetivo de fazer uma performance e um discurso de cunho racial em todas as suas apresentações, o bloco acredita que o desfile não é só sobre carnaval, é também sobre a cultura ancestral, cultura brasileira e a construção identitária brasileira.

Mais que apenas música e diversão, neste bloco você encontra história, lutas e causas.

O bloco toca ritmos afro-brasileiros antigos e recentes, passando pelos mais diversos estilos musicais, como funk, axé, samba, raggae, ijexá, hip hop e pagodão baiano

Sidney Lopes/EM/D.A Press

Conheça também os integrantes do Angola Janga

Atualmente o bloco Angola Janga conta com cerca de 150 integrantes nas mais diversas funções: bailarinos, percussionistas de bateria, cantores e corpo de baile.

O grupo também costuma realizar ações em escolas, faculdades e na periferia, levando para todos a história da nossa ancestralidade por meio da arte e da música. E agora você poderá ter um pouco de tudo isso no Carnaval em Belo Horizonte.

Saiba como encontrar o bloco Angola Janga no Carnaval de BH

Você pode acompanhar todos os detalhes da programação e aproveitar para conhecer um pouco mais sobre esse bloco emblemático pelo Instagram Bloco Angola Janga

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