O alto número de casos de dengue e o aumento na demanda por atendimento médico de pessoas com sintomas nas unidades de saúde em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, levou a prefeitura da cidade a decretar, nesta sexta-feira (26/1), situação de emergência no âmbito da saúde pública.

Conforme dados do setor de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, somente entre os dias 1º e 26 de janeiro foram notificados 1.675 casos suspeitos de dengue e 61 de chikungunya. Com isso, segundo o Executivo municipal, “o decreto nº 44.955 autoriza a adoção de medidas administrativas emergenciais para a contenção da epidemia, viabilizando ações para o combate ao mosquito Aedes aegypti”.



Entre as medidas previstas no decreto estão a aquisição em regime de urgência de insumos e materiais; a contratação temporária de serviços e de profissionais; e o remanejamento de servidores da Secretaria Municipal de Saúde necessários ao atendimento da situação emergencial.

Além disso, nessa quinta-feira (25/1), a prefeitura já havia lançado um pacote de ações que prevê, entre os principais pontos, o reforço da fiscalização, medidas de cunho educativo e estratégias para mobilizar a população de forma mais ostensiva.

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Nesta sexta-feira (26/1), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a segunda morte por dengue em 2024. A vítima morava em Araguari, no Triângulo Mineiro. Porém, mais tarde, o governo voltou atrás na informação. Com isso, o óbito registrado no referido município permanece em investigação sob suspeita da doença. O estado contabiliza 49.912 casos prováveis e outros 17.887 confirmados, além de 24 óbitos em investigação. A primeira morte aconteceu em Monte Belo, no Sul do estado, e foi notificada na última segunda-feira (22/1). 

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