O número de casos suspeitos de intoxicação alcoólica em Betim, na Grande BH, subiu de cinco para nove, conforme comunicado da prefeitura do município, divulgado nesta segunda-feira (18/12).

O caso ganhou repercussão nesse sábado (16/12), depois que o Executivo divulgou a morte de duas pessoas por hepatite alcoólica. Nesta segunda, no entanto, foi destacada a relação de uma terceira morte com o caso.



Na semana passada, além dos dois mortos, outros três pacientes foram internados em unidades de saúde da cidade com sintomas de intoxicação alcoólica. As vítimas relataram ter bebido um tipo de uísque artesanal, o que levantou a hipótese de que eles tenham ingerido uma bebida adulterada.

Nesta segunda, outros quatro casos entraram no radar da investigação. Por meio de nota, a Polícia Civil de Minas Gerais disse que, “no momento, não é possível afirmar se houve adulteração de bebidas e se há indícios de crime”

Vale ressaltar que as autoridades ainda não confirmam a relação entre os casos e as bebidas ingeridas. Apenas uma das vítimas fatais teve amostras coletadas e passará por exames para a identificação da substância ingerida.

Enquanto isso, a prefeitura de Betim criou um grupo para investigar o caso e orientou os médicos da cidade a monitorar o aparecimento de mais casos em todas as UPAs. A situação é monitorada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas), e da Vigilância Sanitária estadual e municipal.

Riscos para a saúde

Apesar de a hipótese ainda não ter sido confirmada, os casos registrados em Betim acendem o alerta para possíveis riscos de bebidas alcoólicas falsificadas durante as confraternizações e festas de fim de ano.

A bebida falsificada ou produzida ilegalmente traz um novo nível de risco para um tema que já exige atenção à saúde. “A bebida alcoólica não falsificada por si só, quando consumida de forma exagerada, pode colocar a saúde em risco. Quando essa bebida alcoólica está adulterada, esse risco se torna muito maior”, alerta o médico Último Libânio da Costa, especialista em clínica cooperado da Unimed-BH.

Vale lembrar que álcool ilegal não se refere apenas a bebidas contrabandeadas e réplicas de marcas famosas, é preciso ter atenção também aquelas fabricadas informalmente, sem registro, que muitas vezes são comercializadas como artesanais.

A ressaca forte ou acima do normal pode ser um sinal de alerta, segundo especialistas. “Os sintomas mais comuns são os neurológicos, como confusão mental, movimentos anormais, convulsão e até o coma”, destaca Costa. Essas substâncias tóxicas são responsáveis por dores de cabeça e crises renais em curto prazo e, se ingeridas em grandes quantidades, podem causar cegueira e, em casos extremos, até a morte.

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