TENDÊNCIA

Por que o skincare virou a estrela do mercado global de beleza

Consumidores priorizam eficácia e preços acessíveis; entenda as tendências que impulsionam o setor que já movimenta US$ 190 bilhões

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A indústria global da beleza mantém uma projeção de crescimento estável de até 5% ao ano, segundo o relatório “Da prateleira ao algoritmo”, da McKinsey & Company. Com a demanda aquecida em mercados emergentes, como o sudeste asiático e a América Latina, o setor deve alcançar US$ 590 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) nos próximos quatro anos.

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Neste cenário, o segmento de cuidados com a pele ocupa a fatia de US$ 190 bilhões do mercado. Liderando a frente de modalidades como “hair care”, fragrâncias e maquiagem, os produtos de skincare despontam com novas tendências de consumo.

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O relatório aponta que os consumidores devem priorizar marcas mais acessíveis, resultados visíveis e que tragam credibilidade profissional e clínica. A biomédica esteta Jéssica Magalhães explica que os últimos dez anos representaram um “boom” na valorização da saúde da pele, associando o skincare a rotinas diárias e ao bem-estar.

Novas preferências de consumo

“Em mercados emergentes, como o Brasil, observamos uma preferência crescente por marcas de beleza acessíveis, desde que elas entreguem resultados rápidos e comprovados”, analisa Jéssica. Ela destaca que a eficácia também depende da adoção de uma rotina consistente.

Além de séruns, hidratantes e protetores solares, cresce o interesse por produtos desenvolvidos para a perda de volume facial, à medida que tratamentos com GLP-1, por exemplo, se popularizam.

Os tratamentos estéticos também passam por mudanças. Segundo a McKinsey, máscaras de LED, aparelhos de radiofrequência e tratamentos a laser ganharam popularidade e expandem as fronteiras do mercado. “Não é que os tratamentos mais cobiçados como o botox, sculptra e bioestimuladores de colágeno fiquem para trás. É que agora o consumidor anseia por tratamentos ou ferramentas avançadas que possam ter uma adaptabilidade nos próprios lares”, comenta a biomédica.

Para a especialista, a tendência amplia o acesso aos tratamentos e fortalece o autocuidado, mas não substitui o acompanhamento profissional. Ela alerta que é preciso ter cuidado e orientação contínua para o manuseio e utilização desses equipamentos em casa.

O papel das redes sociais

Outra novidade é a recomendação de produtos com ativos diferenciados, que já fazem sucesso no TikTok Shop. A plataforma, que deve movimentar US$ 4 bilhões com produtos de beleza em 2026, popularizou soluções com o lema "uma clínica em um produto".

Jéssica reafirma a necessidade de cuidado na escolha dos ativos. Apesar das promessas de resultados rápidos, o cuidado é individual. “Existem casos emblemáticos como o uso de mucina de caracol, principalmente em protocolos K-Beauty, mas que precisam ser revisitados, afinal, nenhum ativo é universal. A avaliação individual continua sendo o principal fator para garantir segurança, eficácia e resultados duradouros”, conclui.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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