Estilo com liberdade

Com coleções seriadas e formato slow fashion, Liana Atelier é exemplo de moda pensada para mulheres livres e com personalidade

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Liana Fernandes. Quantas histórias estão por trás desse nome, que é um patrimônio da moda mineira e continua firme no mercado com seu trabalho sério e consistente. A estilista está no cerne de uma trajetória que começa muito antes de a sua primeira marca – Comédia – pertencer ao lendário Grupo Mineiro de Moda (GMM).


Um pouco antes, ela já elaborava algumas peças, domesticamente, procurando espaço entre os lojistas com destaque no período, entre eles Renato Loureiro, que dirigia a Gulp com sua irmã Regina. A Savassi havia se tornado o ponto fashion da cidade, com o deslocamento do comércio do Centro para essa região que deu o que falar. Era ali que a moda de elite da cidade dava as cartas.


Com o encerramento da Comédia, após 18 anos de atuação, e do GMM, Liana não cruzou os braços e colocou sua expertise à disposição do mercado, que carecia de uma profissional competente e experimentada. Mas aquela vontade de ter marca própria, na qual pudesse reproduzir suas ideias e pensamentos sobre moda, sempre esteve presente em um cantinho resguardado do seu coração.


Foi assim que, em 2015, nasceu o Liana Atelier, em parceria com a filha, Ana Grebler – que, atualmente, mora em Portugal. “O objetivo era juntar o frescor da Aninha com a minha experiência, fazer uma roupa na qual a gente acreditava, seguindo o propósito do slow fashion, com pequena escala de produção, consumo consciente, valores sustentáveis”.


No início, elas compravam estoques de algumas marcas e de fábricas de tecidos. “Tivemos alguns hiatos entre uma coleção e outra até entender o nosso ritmo e fluxo”, explica.
Numa analogia, a estilista lembra que tanto a Comédia quanto a Liana Atelier possuem algo em comum: os tecidos naturais, o cuidado com os acabamentos, além do seu processo criativo pessoal que parte, geralmente, dos tecidos para as formas.


Em resumo, qualidade e simplicidade sempre estiveram presentes em suas criações. “Priorizamos o design com fluidez, uma sensualidade com muita sutileza, o conforto, os processos manuais e a responsabilidade dos impactos em toda a cadeia produtiva, além dos têxteis naturais”, reitera.


Sem calendário

Sim, a essência do Liana Atelier é trabalhar com coleções pequenas, sem compromisso de calendário, peças que atravessam tempo e espaço e abraçam o corpo. A modelagem versátil, ampla, os volumes e moulages sutis, os amassados, as estampas em tie dye – que são a cara dos anos 1970/1980 e se derramam sobre as superfícies têxteis – estão entre as características que fazem a marca se destacar. É nisso que Liana acredita, esse é o seu estilo de fazer moda.


Outra observação: as coleções não têm nome, são identificadas por séries e se somam às outras como se tudo tivesse sido feito de uma vez só, numa mixagem compacta. Se o preto e branco, os off whites, os cinzas e azuis profundos são destaques, a cada temporada uma cor nova ganha destaque. Pode ser um vermelho, um amarelo, um ocre, um vinho – ou conjugações duplas ou triplas pontuando a cartela.
Moda descomplicada

Quem é a mulher que compra Liana Atelier? “Nossa cliente final é alguém que se relaciona com a moda de uma maneira mais livre, que sente necessidade de uma roupa descomplicada, confortável e que se destaque sempre. E que, sem dúvida, se identifica com a proposta de encarar o próprio estilo de uma maneira mais autônoma”, observa a estilista.


“É em função dessa identificação – ela pontua – que temos uma base sólida de clientes com as quais temos boas trocas. Por isso, sempre criamos encontros e eventos para firmar mais ainda essa relação. Priorizo muito esse contato e o feedback das pessoas que usam a marca”.


Um outro fato explica a atualidade do Atelier: a estreita relação de Liana com os jovens, que vem, certamente, da jovialidade do seu estilo de vida e do seu pensamento progressista. São estudantes de moda, estagiários, estilistas em início de carreira que a cercam durante alguma etapa e, depois, ganham asas para construírem suas histórias pessoais.


“O Liana Atelier nasceu justamente do encontro de perspectivas complementares entre minha filha e eu. E eu mantenho essas trocas com meus colaboradores. Saber ouvir as novas gerações é estar sempre pronta para o futuro. Aprendo todos os dias que moda é continuidade e se faz a muitas mãos”, ressalta.
A estilista também flerta com outras formas de expressão. A arte é uma delas, por estar em constante movimento e fazer parte do seu dia a dia.

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