Alimentação

Como conservantes comuns nos alimentos estão ligados ao câncer e ao diabetes tipo 2

O debate sobre conservantes alimentares comuns ligados ao câncer e ao diabetes tipo 2 vem ganhando espaço nas conversas sobre saúde e alimentação. Saiba por que existe essa associação.

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O debate sobre conservantes alimentares comuns ligados ao câncer e ao diabetes tipo 2 vem ganhando espaço nas conversas sobre saúde e alimentação. Afinal, em vez de aparecerem com nomes fáceis de reconhecer, esses aditivos muitas vezes surgem escondidos nos rótulos. Assim, o consumidor só enxerga o produto final: pão de forma que dura semanas, refrigerante com sabor intenso ou embutidos que mantêm a cor por muito tempo. Portanto, entender onde esses conservantes estão presentes ajuda o consumidor a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia.

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Especialistas em nutrição e saúde pública apontam que o problema não está em um único alimento, mas no consumo frequente de produtos industrializados ao longo dos anos. Assim, o contato diário com conservantes usados para dar cor, sabor e maior tempo de prateleira pode associar-se ao aumento do risco de doenças crônicas, entre elas alguns tipos de câncer e o diabetes tipo 2. Por isso, a atenção recai sobre padrões alimentares e não apenas sobre um ingrediente específico.

Especialistas em nutrição e saúde pública apontam que o problema não está em um único alimento, mas no consumo frequente de produtos industrializados ao longo dos anos – depositphotos.com / HenryStJohn

Quais conservantes em alimentos industrializados preocupam mais?

Entre os conservantes alimentares que mais aparecem em estudos, destacam-se aqueles encontrados em carnes processadas, refrigerantes, pães de forma, bolos prontos, biscoitos recheados, molhos prontos e produtos congelados prontos para fritar ou assar. Ademais, em carnes processadas, como salsicha, presunto, salame e bacon, são comuns substâncias usadas para manter a cor rosada e o sabor característico, além de prolongar a durabilidade. Assim, pesquisas internacionais associam o consumo frequente desses produtos a maior risco de câncer de intestino.

Nos refrigerantes, néctares artificiais, energéticos e bebidas adoçadas, conservantes atuam ao lado de grandes quantidades de açúcar ou adoçantes, compondo uma combinação que se associa ao ganho de peso e resistência à insulina. Além disso, com o tempo, ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. Já em pães de forma, tortas industrializadas, bolos de caixinha e massas prontas, utilizam-se aditivos para evitar mofo e manter a textura macia por mais tempo. Por isso, o consumo constante desses alimentos costuma vir acompanhado de excesso de farinha refinada e açúcar, o que reforça o cenário de risco metabólico.

Conservantes alimentares ligados ao câncer e ao diabetes tipo 2

Os conservantes alimentares comuns que se associam ao câncer e ao diabetes tipo 2 aparecem, principalmente, em produtos classificados como ultraprocessados. Esse grupo inclui alimentos que passam por várias etapas industriais, recebem misturas de aditivos e raramente se assemelham ao alimento original. Entre os mais presentes na rotina estão:

  • Embutidos e carnes processadas: salsichas, linguiças, nuggets, presunto, peito de peru, salame, mortadela e bacon.
  • Lanches prontos e congelados: hambúrgueres prontos, pizzas congeladas, lasanhas prontas, salgados de micro-ondas.
  • Bebidas açucaradas: refrigerantes, chás gelados industrializados, bebidas energéticas, refrescos em pó.
  • Salgadinhos de pacote: chips de batata, snacks de milho, bolinhas de queijo industrializadas.
  • Pães industrializados: pão de forma, pão de hot dog, pão de hambúrguer, pães doces de padaria de grande rede.
  • Doces e sobremesas prontas: biscoitos recheados, bolinhos embalados, barras de cereais açucaradas, sobremesas lácteas aromatizadas.

Estudos apontam que, quando esses produtos são consumidos com frequência, aumentam fatores ligados à inflamação no organismo, ao acúmulo de gordura abdominal e às alterações na forma como o corpo usa a glicose. Esses processos costumam estar associados ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. No caso do câncer, pesquisas relacionam principalmente a ingestão constante de carnes processadas e de alguns corantes e conservantes à maior incidência de tumores em partes do sistema digestivo.

Como identificar conservantes problemáticos no dia a dia?

Reconhecer conservantes alimentares ligados ao câncer e ao diabetes tipo 2 exige atenção ao rótulo. Mesmo sem decorar nomes técnicos, alguns sinais ajudam a identificar alimentos com alta carga de aditivos. Quando a lista de ingredientes é extensa, com muitas palavras desconhecidas, números e siglas, há grande chance de o produto conter misturas de conservantes, corantes, aromatizantes e estabilizantes. Além disso, alimentos que prometem “durar semanas fora da geladeira” ou “manter a textura por muito tempo” geralmente contam com esse tipo de substância.

Uma forma prática de avaliar é observar se o alimento poderia ser feito em casa com ingredientes comuns. Se o rótulo traz vários itens que não costumam ser usados na cozinha doméstica, trata-se provavelmente de um ultraprocessado. Outro ponto de atenção é a combinação de conservantes com grandes quantidades de açúcar, gorduras e sódio, frequente em fast food, molhos prontos, temperos industrializados e sobremesas instantâneas, que favorece alterações metabólicas associadas ao diabetes tipo 2.

Estudos apontam que, quando esses produtos são consumidos com frequência, aumentam fatores ligados à inflamação no organismo, ao acúmulo de gordura abdominal e às alterações na forma como o corpo usa a glicose – depositphotos.com / chayakorn.mm@gmail.com

Como reduzir a exposição a conservantes alimentares?

Reduzir o contato com conservantes alimentares comuns não exige mudanças radicais imediatas, mas escolhas graduais. Pequenas trocas no dia a dia podem diminuir a presença desses aditivos sem tornar a alimentação complicada. Entre as estratégias mais simples estão:

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  1. Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos, arroz, feijão, ovos e carnes frescas.
  2. Trocar refrigerantes e bebidas açucaradas por água, água com gás, sucos naturais ou chás preparados em casa.
  3. Substituir embutidos no café da manhã ou lanche por queijos frescos, pastas de grão-de-bico, frango desfiado caseiro ou ovo cozido.
  4. Dar preferência a pães de padarias artesanais, com poucos ingredientes, ou preparar pães simples em casa, quando possível.
  5. Reservar salgadinhos de pacote, bolinhos prontos e biscoitos recheados para ocasiões pontuais, não como costume diário.

Ao longo do tempo, escolhas mais frequentes por alimentos frescos e menos dependentes de conservantes podem contribuir para reduzir fatores relacionados ao câncer e ao diabetes tipo 2. A informação sobre onde esses aditivos aparecem, aliada ao hábito de ler rótulos e questionar a durabilidade e a composição dos produtos, torna o consumo mais consciente e alinhado com a proteção da saúde a longo prazo.

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