Em um caso fictício, família desembolsa R$ 38 mil por cadeira elevatória para avó de 79 anos. Apesar de medições do vendedor, o aparelho não vence a curva da escada. A empresa exige R$ 12 mil adicionais para substituí-lo. Familiares questionam o projeto do equipamento e recusam a cobrança inesperada.
A visita técnica antecedeu a compra da cadeira elevatória
A família procurava facilitar a circulação da avó entre os andares da casa. Antes de fechar o negócio, o vendedor visitou o imóvel e registrou medidas da escada. A contratação resultou em um pagamento de R$ 38 mil pelo equipamento e pelo projeto combinado.
Essa visita muda a discussão porque a família não escolheu o modelo apenas olhando um catálogo. A compatibilidade com a curva da escada integrava a necessidade apresentada. Por isso, o conteúdo do orçamento, da proposta técnica e da instalação passa a ser tão relevante quanto a cadeira entregue.

Por que a instalação não foi concluída?
No dia previsto, a equipe constata que a cadeira não vence a curva e interrompe a montagem. A empresa propõe um equipamento diferente por mais R$ 12 mil. A família afirma que já pagou por uma solução adequada à escada medida anteriormente e recusa a cobrança adicional.
A dificuldade pode resultar de erro de medição, escolha incorreta do modelo ou informação técnica não prevista na contratação. Sem examinar o projeto, não é possível identificar a causa específica. Também não seria seguro improvisar adaptações para fazer o equipamento funcionar sem avaliação do fabricante e dos responsáveis técnicos.
Quais registros ajudam a identificar a falha?
Para contestar o acréscimo, a família separa orçamento, contrato e medidas levantadas na visita. O objetivo é verificar se o preço inicial abrangia a curva, o trilho e a montagem completa, e se alguma restrição foi comunicada antes da compra do equipamento.
- Proposta comercial: modelo prometido e preço total.
- Levantamento técnico: desenho, medidas e características da curva.
- Manual do fabricante: limites de instalação e uso seguro.
- Mensagens e pagamentos: condições aprovadas e justificativa dos R$ 12 mil.
Os registros podem indicar se houve falha de dimensionamento do projeto ou modificação posterior das condições da escada. A avaliação de um profissional qualificado pode ajudar a apontar a solução correta, sem expor a avó a testes com equipamento incompatível ou sem instalação concluída.
O orçamento aprovado limita cobranças adicionais
O elevador e outros dispositivos de transporte exigem soluções compatíveis com o lugar de uso. Pelo Código de Defesa do Consumidor, artigo 40, o orçamento aprovado obriga as partes e só pode ser alterado por negociação. Os artigos 20 e 35 também tratam de falhas e ofertas descumpridas.
Se a empresa assumiu a responsabilidade por medir e escolher o modelo, não basta anunciar novo preço sem esclarecer a origem do erro. Porém, a análise precisa considerar o contrato e eventuais mudanças posteriores feitas no imóvel. Uma obrigação concreta de substituir ou devolver valores dependeria dessas provas.

Como resolver a disputa sem arriscar a segurança?
A família pode exigir por escrito uma solução compatível com a proposta e pedir justificativa técnica para os R$ 12 mil extras. O Ministério da Justiça explica como registrar reclamações de consumo; também é possível procurar o Procon ou orientação jurídica.
Neste relato fictício, o serviço continua sem instalação concluída nem acordo. Não há motivo para usar a cadeira enquanto persistir incompatibilidade. A resposta contratual pode envolver adequação, substituição ou restituição, conforme o projeto originalmente contratado e a responsabilidade identificada pela falha.
A solução depende das medidas feitas antes da venda
A avó segue sem contar com a cadeira elevatória que motivou a compra. Os R$ 38 mil pagos e a nova cobrança de R$ 12 mil tornam indispensável conhecer o que foi prometido pela empresa. O registro da visita técnica pode determinar a análise do problema.
Não se trata de presumir que todo adicional seja ilegal, mas de verificar se o projeto contratado foi cumprido. Antes de qualquer nova montagem, a família precisaria receber uma proposta tecnicamente viável, segura e compatível com os direitos decorrentes da contratação original.
Sua história pode virar reportagem
Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.




