Uma idosa, aposentada e cliente bancária, obteve uma vitória judicial relevante contra o Banco do Brasil e o Banco Bradesco após ser vítima de um golpe no PIX que desviou seus recursos. A 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou, por unanimidade, que as instituições financeiras devem arcar com a reparação dos prejuízos.
Como o tribunal avaliou a falha na segurança bancária?
O colegiado entendeu que houve falha na prestação de serviço, já que as transações realizadas pelos criminosos possuíam perfis incompatíveis com o histórico de movimentações da consumidora. Segundo o acórdão, as instituições financeiras possuem o dever objetivo de adotar sistemas eficazes para monitorar e impedir transferências atípicas e suspeitas.
O relator destacou que a privação de proventos, verba de caráter alimentar para uma pessoa idosa, agravou o dano causado pela fraude. A sentença final condenou os bancos ao pagamento de danos materiais e morais, somando um montante superior a R$ 22.000.

Quais foram as condenações impostas às instituições?
A decisão foi clara ao distribuir a responsabilidade entre os bancos envolvidos no processamento das operações fraudulentas. Cada instituição foi obrigada a ressarcir valores específicos, além da indenização por danos morais fixada para reparar a angústia sofrida pela correntista.
Confira como ficou a divisão das condenações determinadas pela Justiça:
- Banco do Brasil: ressarcimento de R$ 5.600 por danos materiais.
- Banco Bradesco: pagamento de R$ 7.000 por danos materiais.
- Indenização por danos morais: R$ 10.000 devidos à consumidora.
Por que essa decisão é um marco para consumidores vítimas de fraude?
Este julgamento reforça a tese de que a responsabilidade das instituições financeiras em casos de fraude bancária é objetiva. Ou seja, não é necessário que o cliente prove a culpa direta do banco, mas apenas que houve a falha na segurança do serviço que permitiu o desvio do dinheiro.
Para quem utiliza o sistema de transferências instantâneas, o entendimento judicial serve como um alerta e um precedente importante. As instituições financeiras não podem se isentar da obrigação de fiscalizar movimentos que destoam do perfil do correntista, especialmente quando a vítima faz parte de grupos vulneráveis.
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O que fazer ao perceber uma movimentação suspeita na conta?
A agilidade é o fator determinante para tentar reverter prejuízos em casos de fraudes financeiras. Ao identificar uma transação não autorizada, o primeiro passo é entrar em contato com o banco para realizar o bloqueio imediato da conta e solicitar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução.
Além disso, registrar um boletim de ocorrência na delegacia especializada é fundamental para fundamentar eventuais ações de reparação cível. Guardar prints de telas, protocolos de atendimento e todas as comunicações com o suporte bancário cria o lastro probatório necessário para que advogados construam uma defesa sólida em juízo.
Como a Justiça protege o patrimônio de idosos contra golpes?
O Poder Judiciário tem demonstrado maior rigor em processos envolvendo pessoas idosas. O reconhecimento de que o dinheiro desviado possuía caráter alimentar é um ponto central que acelera a concessão de liminares e impacta diretamente no valor das indenizações por danos morais.
Portanto, a vitória desta aposentada no Rio de Janeiro serve como uma orientação clara sobre o direito à segurança bancária. Quando as instituições falham em seu dever de vigilância, o sistema jurídico brasileiro reafirma o compromisso de proteger o cidadão, garantindo o ressarcimento integral e a compensação pelos danos causados pela negligência de terceiros.




