O nome Araxá vem do tupi e significa “lugar onde primeiro se avista o sol”. No Alto Paranaíba mineiro, a cidade guarda águas termais, um hotel que parece um castelo e a memória de uma das figuras mais comentadas do interior de Minas Gerais.
Por que Araxá ficou conhecida pelas suas águas?
A resposta está debaixo da terra. A região do Barreiro, a cerca de 5 km do centro, repousa sobre um vulcão extinto há milhões de anos, e dele brotam fontes de água mineral que despertaram interesse científico ainda no século XIX. A primeira iniciativa para captar e aproveitar essas águas data de 1891.
O fluxo de visitantes em busca das fontes mudou o destino da cidade. Aos poucos, o Barreiro se transformou numa estância de descanso e veraneio, com jardins, lagos e bosques ao redor das nascentes. Hoje, o complexo tem entrada gratuita e segue sendo o coração do turismo araxaense.

O hotel que parece um castelo no meio de Minas
No centro do Barreiro está o cartão-postal de Araxá. O Grande Hotel, hoje Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá, teve a construção iniciada em 1938 com a ideia de transformar a cidade num grande balneário, e foi inaugurado em 1944. O projeto, assinado pelo arquiteto Luiz Signorelli, lembra as antigas construções coloniais e rendeu ao prédio a fama de maior castelo do Brasil.
As Termas de Araxá ficam ligadas ao hotel por um corredor interno. Sob a cúpula, um conjunto de vitrais do artista belga Frank Urban conta a história da estância, do vulcanismo aos primeiros banhistas. O acesso às termas é reservado a hóspedes, mas o hotel oferece visitas guiadas pela área social para quem quer conhecer a arquitetura.

Quem foi Dona Beja e por que a cidade a celebra?
Ela é a personagem mais lembrada de Araxá. Anna Jacintha de São José, a Dona Beja, nasceu em 1800 na cidade de Formiga e teve uma trajetória marcante no interior mineiro do século XIX, cercada por relatos que misturam fato histórico e versão popular contada por gerações.
Sua memória está espalhada pela cidade. A Fonte Dona Beja, no Barreiro, leva seu nome, e o Museu Histórico de Araxá Dona Beja, num casarão colonial do século XIX restaurado e tombado em 1990, reúne móveis, louças e objetos de época que ajudam a contar a história local, segundo a Fundação Calmon Barreto.
O que mais ver e provar na terra do interior mineiro?
Araxá tem o ritmo tranquilo das cidades do interior, e dá para conhecer boa parte a pé ou em passeios curtos. A poucos minutos do centro, parques e mirantes oferecem vista da serra, e a mesa mineira completa a experiência.
- Complexo do Barreiro: estância hidromineral com fontes, lagos, jardins e as ruínas do antigo Hotel Rádio escondidas na mata.
- Parque do Cristo: mirante com vista panorâmica da cidade, ótimo para o fim de tarde.
- Memorial Calmon Barreto: acervo do artista araxaense, com telas, aquarelas e esculturas que retratam a história da cidade.
- Cascatinha: trilha curta entre árvores e lago, perto do Grande Hotel, com fauna do cerrado pelo caminho.
- Ambrosia: doce típico de leite e ovos que aparece nas mesas e cafés da cidade, ao lado dos queijos mineiros.
Quem quer relaxar nas águas termais e descobrir atrações históricas incríveis no interior mineiro, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal DEVA NO AR, que conta com mais de 10 mil visualizações, onde o apresentador mostra o morro do Cristo, o Museu Dona Beija e as belezas do complexo do Barreiro em Araxá – Minas Gerais:
Como é o clima e como chegar à cidade?
O clima de altitude divide bem o ano. O inverno é seco e fresco, ideal para caminhadas e para o banho termal, enquanto o verão traz tardes quentes e chuvas mais frequentes, com o cerrado verde ao redor.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Araxá fica no Alto Paranaíba e é cortada pela BR-262, que liga a cidade a Belo Horizonte e ao Triângulo Mineiro. O Aeroporto de Araxá recebe voos diretos da capital mineira, o que facilita a chegada de quem vem de mais longe.
Conheça a cidade onde a água conta histórias
Araxá reúne o que o interior de Minas tem de melhor: águas termais, um castelo cheio de memória, museus que guardam personagens reais e a calma de quem não tem pressa. É um destino para descansar e ouvir histórias.
Você precisa subir ao Parque do Cristo, sentir as águas do Barreiro e provar uma ambrosia para entender por que Araxá encanta quem chega ao Alto Paranaíba.




