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Justiça espanhola condena homem por reter transferência de R$ 115 e alerta para riscos do mesmo crime no Brasil

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
31/05/2026
Em Economia
Justiça espanhola condena homem por reter transferência de R$ 115 e alerta para riscos do mesmo crime no Brasil

Retenção indevida de valores recebidos por engano gera condenações criminais judiciais

Uma decisão recente da Justiça na cidade de Benavente, na Espanha, serviu como um alerta global sobre a apropriação de valores recebidos por erro bancário. Um homem foi condenado por reter o equivalente a R$ 115 enviados incorretamente para sua conta, resultando em uma punição que superou significativamente o valor da quantia retida.

O réu foi obrigado a restituir os €20 originais, além de arcar com uma multa de €180 e todas as custas processuais geradas pelo caso[cite: 1]. Esse desfecho reforça que a resistência em devolver valores transferidos por engano pode resultar em sérios danos financeiros e registros criminais permanentes, independentemente do montante envolvido.

O que diz a legislação brasileira sobre a retenção de valores?

No Brasil, o entendimento jurídico para casos similares é rigoroso. O Código Penal brasileiro, através do seu artigo 169, define a apropriação de coisa havida por erro como uma conduta ilícita. A prática ocorre quando alguém recebe um bem ou dinheiro e, mesmo consciente do equívoco, decide não restituí-lo ao legítimo dono.

Receber dinheiro por engano e não devolver pode gerar problemas na Justiça; caso de R$ 115 chama atenção

É importante destacar que o simples recebimento de um Pix errado não é, por si só, uma infração penal. O crime se consuma apenas quando o recebedor é notificado sobre o erro e, ainda assim, recusa a devolução dentro do prazo legal de 15 dias

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Quais são as penas aplicáveis para esse tipo de delito?

As penalidades variam conforme a interpretação do juiz e a postura adotada por quem reteve o valor. Como se trata de uma infração de menor potencial ofensivo, a maioria dos casos é processada pelos Juizados Especiais Criminais, onde o rito é simplificado.

Confira abaixo as possíveis consequências jurídicas:

  • Pena padrão: Detenção de um mês a um ano ou pagamento de multa.
  • Caso de apropriação indébita comum: Se houver agressividade ou negação da titularidade da conta, a reclusão pode chegar de um a quatro anos.
  • Custas judiciais: O infrator pode ser obrigado a pagar todos os gastos do processo.

Leia também: Novidade no Pix exige atenção para evitar juros, cobrança inesperada e dor de cabeça

Como o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) pode ajudar?

O Banco Central do Brasil implementou medidas tecnológicas para mitigar esses problemas operacionais. O sistema MED 2.0 permite que o banco de origem da transferência rastreie o dinheiro, mesmo se o valor já tiver sido transferido para outras contas intermediárias.

Veja as etapas para tentar recuperar o valor enviado por engano:

Por que a agilidade no registro da ocorrência é essencial?

A velocidade do Pix, que processa milhões de transações diárias, exige que o pagador atue de forma imediata ao perceber o erro. Caso a instituição financeira não consiga reaver o montante pelo mecanismo especial, a via policial e judicial torna-se necessária para proteger o patrimônio do cidadão.

Se o recebedor se recusar a devolver o valor após esgotadas as tentativas bancárias, o registro de um boletim de ocorrência torna-se indispensável. A partir daí, o ajuizamento de uma ação nos juizados especiais é um caminho eficaz e gratuito para causas de até 20 salários mínimos, garantindo que a Justiça possa intervir e restaurar o direito de propriedade sobre os valores indevidamente apropriados.

Tags: crimedevoluçãoleiPix

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